6 viroses mais comuns em crianças e como evitá-las!

Virose é um termo genérico usado para definir doenças causadas por diferentes vírus que atingem o sistema respiratório e gastrointestinal. A indefinição se deve à infinidade de vírus existentes e que apresentam sintomas diversos e parecidos, como coriza, febre, diarreia, mal estar, etc. Por isso, se o pediatra disser que seu filho tem uma virose, não significa que não se sabe o que está acontecendo, mas apenas que não é possível definir o tipo de vírus.

A primeira infância é um período em que há muitos episódios de viroses, pois o sistema imunológico da criança ainda está em formação e ela tem seus primeiros contatos com esses micro-organismos. As viroses são, em geral, benignas, e os sintomas duram em média de sete a dez dias. Os bebês exigem mais cuidados, pois podem apresentar mais complicações, já que são mais suscetíveis às doenças. Mas, na medida em que cresce, a criança cria mais resistência aos vírus e os episódios de infecções tendem a diminuir e a se tornarem mais brandos.

Saiba mais sobre as viroses mais comuns em crianças e como evita-las:

Gripes e resfriados

Existem mais de 200 tipos diferentes de vírus que causam resfriados, por isso é muito difícil evitar que as crianças se resfriem. Os sintomas mais comuns são o nariz escorrendo, normalmente com secreção clara, febre baixa, tosse, perda de apetite e indisposição. Os resfriados causam mais desconforto que complicações de saúde e é possível trata-los em casa, com muita hidratação.

A gripe é causada principalmente pelo vírus influenza e tem os mesmos sintomas do resfriado, mas eles são mais fortes – a febre, por exemplo, é alta – e também podem causar mais complicações, como acúmulo de muco nos pulmões e evolução para um quadro de pneumonia, se os sintomas não forem adequadamente tratados.

Para a gripe, há vacina disponível nos sistema público de saúde para crianças a partir dos seis meses de vida. A vacina é anual, pois o vírus sofre mutações constantes e o tipo de influenza que circula em um ano normalmente não é o mesmo do ano anterior. A vacinação nem sempre impede que a criança fique gripada, devido à variedade de vírus em circulação, mas é importante para evitar complicações, pois o organismo da criança já ganha alguma proteção.

Infecções herpéticas

As estomatites, popularmente conhecidas como febre intestinal, são infecções causadas normalmente pelo herpesvírus e provocam aftas, inchaço nas gengivas, muita salivação, bolhas de água nos lábios, febre alta e indisposição. Devido aos sintomas, a criança deixa imediatamente de comer. É uma doença muito contagiosa e, por isso, muito comum na infância, especialmente entre as crianças que já frequentam berçários e escolinhas, devido ao compartilhamento de brinquedos e ao contato muito próximo.

Apesar de serem benignas, com melhora em até cinco dias, o primeiro aparecimento da infecção pode ser grave, pois pode causar desidratação devido à dificuldade que a criança apresenta de ingerir líquidos e alimentos. A reposição de líquidos pode ser feita em casa, com o uso do soro caseiro ou água de coco. Se a hidratação caseira não funcionar, é necessário levar a criança ao hospital, pois pode ser preciso fazer a hidratação endovenosa.

Bronquiolite

A bronquiolite é uma infecção pulmonar causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Todas as crianças até os dois anos serão contaminas pelo vírus – sendo que 70% delas terão o primeiro contato antes de completarem um ano de idade. Quanto mais cedo a criança pegar o vírus, maiores serão as chances de complicações, já que o sistema imunológico é mais imaturo. A infecção pode ser especialmente problemática para bebês menores de seis meses.

A bronquiolite pode apresentar sintomas leves como tosse, coriza e febre baixa. Nesses casos, a criança pode ser tratada em casa. Em casos mais graves, em que a respiração fica acelerada e mais difícil, especialmente nos bebês menores, pode ser necessária a hospitalização para que a criança faça inalação e receba oxigênio.

Diarreias agudas

As diarreias agudas também são muito comuns na infância, principalmente em crianças que frequentam berçários. São causadas por vírus, em especial o rotavírus, parasitas ou bactérias. A principal forma de contágio é por ingestão de alimento ou água contaminada. Por isso, a principal forma de prevenção é a higiene ambiental e o cuidado no manuseio dos alimentos que serão oferecidos à criança. A lavagem das mãos também é imprescindível para evitar as diarreias. O calendário nacional de vacinação disponibiliza no SUS a vacina contra o rotavírus que é tomada em duas doses: aos dois e aos quatro meses de vida.

Desidratação

A desidratação é um dos sintomas mais preocupantes em crianças, seja qual for a virose que a acometa. Em casos graves, a desidratação pode levar a morte. Quanto mais nova for a criança mais rápido ela se desidrata – os bebês, por exemplo, se ficarem sem ingerir líquido estarão desidratados em quatro horas.

Os principais sintomas de desidratação são letargia, apatia (a criança não responde aos estímulos), olhos encovados, redução na produção de urina e salivação. Nos bebês a moleira também fica rebaixada.

A hidratação da criança em casos de virose pode ser feita em casa com o soro caseiro. A receita é simples: em um litro de água dilua uma colher de chá de sal e uma colher de sopa de açúcar. Ofereça a criança em pequenas quantidades – 50 ml a cada 10 ou 15 minutos após os episódios de vômitos. Se em duas horas essa medida não surtir efeito, leve a criança ao hospital, pois pode ser necessária a hidratação intravenosa.

Como evitar as viroses

A medida mais eficaz para evitar as viroses é a lavagem constante das mãos – tanto de quem cuida das crianças, especialmente os bebês, quanto das crianças maiores, particularmente antes das refeições.

As mãos carregam uma grande carga viral que pode facilmente contaminar as crianças em um simples contato ou no manuseio dos alimentos que serão oferecidos a elas. É mais efetivo lavar as mãos antes de pegar nas crianças quando se está gripado que evitar beijá-las, por exemplo.

Manter os ambientes arejados e livres de cortinas, tapetes e outros objetos que possam acumular poeira e causar alergias e irritações são outras formas de reduzir a incidência de infecções.

As crianças com sintomas de viroses não devem ser mandadas para a escola para evitar a piora do quadro e o contágio dos colegas. É imprescindível ainda manter a vacinação em dia e uma alimentação infantil adequada para fortalecer o sistema imunológico da criança e protege-la de complicações.

Agora que você já conhece as viroses mais comuns na infância, saiba como evitar os problemas respiratórios em crianças.

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