8 mitos sobre alimentos que ajudam na produção de leite materno

O leite materno é um alimento de fundamental importância para os bebês, pois nele estão todas as vitaminas que a criança precisará para se desenvolver com saúde. Embora algumas mães acabem oferecendo outros alimentos, por vezes por conta de problemas com a produção de leite materno, ele é tudo que a criança necessita até os seis meses de idade.

A dieta da mãe determina exatamente os nutrientes que serão transmitidos para a criança. Uma dieta rica em peixes como o salmão e a cavalinha, que são de água fria, acabam fazendo com que o leite tenha uma quantidade significativa de gorduras de boa qualidade, que ajudam a formar os neurônios e favorecer as sinapses nervosas, facilitando o desenvolvimento cognitivo. Como cerca de 80% do desenvolvimento do cérebro acontece nos dois primeiros anos de vida, essas substâncias são muito importantes nesse período.

Além dos peixes, existem outros alimentos que ajudam a produzir leite em maior quantidade e com mais abundância. No entanto, esse assunto sempre esteve cercado de mitos gerados pela sabedoria popular, o que faz com que muitas mães acabem consumindo alimentos que na verdade não cumprem com a função para a qual normalmente são indicados.

Hoje apresentaremos alguns deles, além de mostrar também quais são os verdadeiros alimentos que auxiliam na produção de leite materno e falar um pouco sobre as principais vantagens da amamentação. Confira!

Algumas vantagens da amamentação

Amamentar a criança oferece muitos benefícios. A imunidade dela fica mais forte, já que o leite materno possui anticorpos e glóbulos brancos, que protegem os bebês de doenças. Algumas infecções, como a otite, por exemplo, podem afetar bebês nos primeiros seis meses e são bem menos frequentes em crianças que são amamentadas.

Outra vantagem é que o contato com a mãe durante a amamentação proporciona a sensação de segurança, fazendo com que o bebê fique mais tranquilo, evitando choro e ansiedade. Há também o fato de que os movimentos que a criança faz ao mamar ajudam no desenvolvimento psicomotor, estimulando o padrão respiratório nasal e as estruturas responsáveis pela fala.

Embora algumas mães fiquem preocupadas ao alimentar seus filhos com o leite materno e perceber que eles ficaram alguns dias sem evacuar, isso, na verdade, é mais uma vantagem da ingestão desse alimento. O corpo consegue aproveitar tudo que é ingerido, o que não aconteceria com leites artificiais ou de vaca, que ainda podem causar alergias intestinais e deficiência de vitaminas e minerais, como o ferro.

As cólicas, que são uma reclamação de muitas mães, também estão relacionadas à alimentação do bebê. O leite materno é constituído de globulinas, proteínas de fácil digestão e que, por isso, não fermentam no estômago. Além disso, ao tomar leite na mamadeira a criança pode ingerir ar, o que causa as cólicas. Esse problema é evitado com a amamentação no peito.

O leite materno ainda tem a vantagem de mudar conforme a criança cresce, proporcionando a quantidade certa de magnésio, potássio, sódio e proteínas em cada fase da infância. Isso evita o surgimento de algumas doenças, como obesidade, hipertensão e doença celíaca.

8 mitos sobre alimentos que ajudam produção de leite materno

São vários os boatos sobre alimentos que podem auxiliar na produção de leite materno, no entanto, não existem estudos científicos que comprovem que alguma comida ou bebida tenha essa capacidade — algumas delas inclusive podem comprometer a qualidade do leite e até a saúde da criança.

Por isso, explicaremos melhor alguns mitos sobre alimentos que as pessoas costumam dizer que aumentam a produção do leite.

1. Cerveja preta

A cerveja preta é um dos alimentos que muitas mães costumam tomar no intuito de produzir mais leite. Na verdade, isso é um erro, já que a cerveja é uma bebida alcoólica e pode fazer mal ao bebê, além de causar sonolência e interferir na capacidade de sucção da criança.

O mais recomendado é que a mãe corte todas as bebidas com álcool enquanto estiver amamentando. Os níveis da substância no sangue costumam se alterar durante aproximadamente uma hora, embora isso varie de pessoa para pessoa. Mesmo as cervejas ditas sem álcool podem conter traços da substância em pequenas quantidades, portanto, é melhor não arriscar.

2. Canjica

Muitas pessoas dizem que a canjica pode aumentar a produção do leite. Na verdade, não há comprovação desse fato. Pode ser apenas que ela seja muito nutritiva para a mãe.

Ao ingerir mais calorias, a mulher eleva seus níveis de glicose, o que, em alguns casos, pode ser benéfico para a alimentação. No entanto, não há uma relação direta entre o aumento da produção de leite e a ingestão de milho.

3. Cuscuz

Assim como a canjica, o cuscuz tem a fama de ser um alimento que “sustenta” bem e, por ser de milho, aumenta a produção de leite. Esse é mais um boato. De fato, o cuscuz tem a capacidade de proporcionar a sensação de saciedade na mãe, mas também não há nada que comprove o aumento da quantidade de leite produzido.

4. Iogurte

Dizem que o iogurte estimula a produção de leite por ser um laticínio, mas esse é outro mito. Independentemente disso, ele pode ser consumido por gestantes normalmente, porque é rico em cálcio, tem alta concentração de proteína e ômega 3, além de vitaminas como a B3, B12 E B6. Trata-se de um alimento que auxilia na saúde da mãe e da criança, mas não interfere na produção de leite materno.

5. Caldo de cana

O caldo de cana é um dos alimentos que costumam ser indicados para as mães que estão amamentando. Não se sabe exatamente o motivo para que as pessoas acreditem nesse fato, no entanto, ele não é muito recomendado, pois contém níveis altos de sacarose, o que pode causar cólicas no bebê.

6. Rapadura

Assim como o caldo de cana, a rapadura também é rica em sacarose e, portanto, não é indicada para lactantes. Caso seja consumida, o indicado é optar por pequenas quantidades, mas com a consciência de que esse alimento não fará diferença para a produção de leite materno.

7. Legumes

Os legumes devem ser consumidos pela mãe durante o período de amamentação, no entanto, as pessoas costumam indicá-los por causa da quantidade de água que possuem — o que, na teoria, ajudaria na produção de leite.

De fato, a lactante deve tomar muita água diariamente — cerca de 2 a 3 litros diários —, para repor o líquido que o organismo está perdendo. No entanto, os legumes não influenciam nessa quantidade, pois a quantidade de água existente neles não é o suficiente para preencher essa necessidade.

8. Chá

Provavelmente você já escutou alguém dizer que “um chazinho não faz mal a ninguém”. Esse é um erro muito frequente, já que, além de não ajudar a produzir mais leite, o chá ainda pode ser tóxico para o bebê. As plantas medicinais têm esse nome justamente porque possuem propriedades que interagem com as funções do nosso organismo.

Algumas delas são contraindicadas durante o período de amamentação, como, por exemplo o chá de alho, que causa cólicas no bebê, e a babosa, que não é indicada nem durante a gestação nem na lactação.

Plantas como arnica, losna, mastruço, copaíba e muitas outras também não devem ser consumidas pelas mães, a menos que haja um acompanhamento médico e que ele informe qual é a quantidade segura.

Causas da baixa produção de leite

Normalmente, as mães que procuram por formas de aumentar a produção de leite fazem isso porque acreditam que a quantidade produzida não está sendo suficiente. Primeiro, é importante entender que são poucos os casos em que esse problema realmente existe.

Poucas lactantes sabem que o corpo se adapta à necessidade do bebê. Por isso, é normal que, depois de algum tempo a mulher pare de sentir o peito vazar ou encher. Além disso, alguns bebês sentem a necessidade de mamar mais em algumas épocas, dando a sensação à mãe de que o leite que ela está produzindo não é suficiente.

Se o bebê mama em poucos minutos, pode ser que o motivo seja o fato de que ele já mamou o suficiente. No entanto, existem alguns casos em que realmente há a baixa produção de leite. Citaremos alguns dos possíveis motivos:

Tabagismo

A recomendação é bem clara: não é indicado fumar enquanto se está amamentando. Isso porque, além das substâncias passarem para o leite e prejudicarem a saúde da criança, o fumo abaixa os níveis de prolactina, resultando na diminuição da produção de leite.

Forma de amamentar inadequada

É preciso ensinar os bebês a chuparem o peito. Como algumas mãe têm apenas algumas breves instruções nas maternidades, nem sempre elas conseguem saber como fazer com que eles se alimentem adequadamente.

Como o corpo produz leite conforme a quantidade que é retirada (quanto mais ele mama, mais é produzido), caso ele esteja mamando inadequadamente, o corpo pode interpretar esse fator como um motivo para produzir menos leite.

Estresse e cansaço

No início, é comum que os pequenos troquem a noite pelo dia, o que podem encurtar o período de descanso das mães. O estresse e o cansaço podem interferir na produção de leite, portanto, é importante que a lactante descanse bem para conseguir nutrir a criança.

Doenças da mãe

Algumas doenças como a diabetes, síndrome dos ovários policísticos, obesidade, problemas de tireoide e anemia, podem reduzir a produção de leite materno. O acompanhamento médico é necessário, pois, nesses casos, o uso de alguns remédios pode ajudar.

Problemas de saúde do bebê

Crianças com língua presa ou freio lingual curto podem ter mais dificuldade para mamar. A fenda palatina é um problema também, já que ela forma um vácuo na boca da criança, fazendo com que seja necessário ajudá-la para que ocorra a amamentação.

Chupeta

Quando a criança usa chupeta, ela pode acabar cansando e, na hora de mamar, pode ter dificuldades para sugar o peito.

Cirurgia de redução de mama

Esse tipo de cirurgia pode causar danos nos nervos e também nas glândulas e dutos que produzem o leite, dificultando o processo de amamentação. Sendo assim, se você realizou a cirurgia de redução de mamas e está com dificuldades para produzir leite, é importante procurar um médico.

Alimentação inadequada

Embora os alimentos específicos não tenham o objetivo de aumentar a quantidade de leite que é produzido, uma alimentação equilibrada é fundamental para conseguir proporcionar à criança um leite com muitas vitaminas e minerais. Converse com seu médico a respeito e, se possível, consulte também uma nutricionista para montar uma dieta adequada para você.

Leites artificiais

Algumas mulheres acreditam que é necessário oferecer leites especiais ou artificiais, pois eles contêm mais vitaminas. Como já foi dito, isso não é verdade e pode prejudicar a produção de leite, pois ao amamentar menos, o corpo pode reduzir a demanda de leite.

7 dicas de como ajudar na produção de leite materno

Antes de dar as dicas para a produção de leite materno, é preciso que todas as mamães entendam como funciona a produção do leite. Ele passa por fases, o que também causa algumas dúvidas sobre o momento da amamentação, o tempo necessário de cada mamada, entre outras questões.

Logo após o parto, o leite produzido tem um aspecto pegajoso, meio amarelado e espesso. Nessa fase, ele é chamado de colostro, e é muito importante para o bebê, pois tem muitos anticorpos e ajuda nos primeiros dias de vida da criança. Ele ainda auxilia no desenvolvimento do trato intestinal, além de ter substâncias que ajudam na imunidade do pequeno. O colostro tem também um efeito laxante, que serve para retirar o mecônio, que são as primeiras fezes do bebê, além de prevenir a icterícia neonatal, pois elimina a bilirrubina do intestino.

Depois do colostro vem o leite de transição, que é produzido em uma quantidade maior e tem uma aparência diferente. Ele tem menos imunoglobinas e proteínas, mas a quantidade de gordura e açúcares é maior. O peite pode ficar mais cheio, firme e pesado, o que é normal. Nessa época, pode ocorrer a chamada “descida do leite”, que é o ingurgitamento normal da mama, que pode se aliviar conforme as mamadas se tornam mais frequentes.

Depois do leite de transição vem o leite maduro. Apesar de menos espesso, ele contém todos os nutrientes de que o bebê precisa. Mesmo durante uma única mamada, o leite que sai do peito muda para poder se adaptar às necessidades da criança.

No início, ele tem pouca gordura e é rico em lactose, proteínas, vitaminas, água, minerais e açúcares. Conforme a mamada continua, diminui a quantidade de açúcar e aumenta a gordura.

O leite que é produzido é alterado conforme os estágios de desenvolvimento da criança, — algo que os sintéticos tentam reproduzir, mas não conseguem fazê-lo como o leite materno.

Portanto, se você está tendo problemas em produzir leite, em vez de optar logo por leites artificiais, você pode tentar reverter essa situação. Algumas técnicas podem ajudar nessa tarefa:

1. Ensine a criança a mamar

Quando o bebê coloca a boca no seio de forma errada, ele pode machucá-lo, causando dores fortes e atrapalhando as amamentações seguintes. Ele também não conseguirá sugar o leite direito, fazendo com que haja uma dificuldade maior de saciedade.

O adequado é que ele sugue não apenas o bico, mas sim toda a aréola. O leite fica guardado embaixo de bolsinhas que ficam posicionadas nesse local e, ao sugá-las, a criança consegue extrair uma quantidade maior do alimento.

2. Aumente a ingestão de líquidos

Os líquidos são muito importantes para a produção do leite, portanto, é imprescindível ingeri-lo em grandes quantidades. Ele pode ser consumido por meio de sopas ralas, água, sucos, leite e iogurtes, além de frutas como a laranja e a melancia. Deve-se evitar sucos artificiais e refrigerantes, pois são prejudiciais à saúde.

3. Tome suplementos

Caso você esteja realmente com dificuldades de amamentar, é possível conversar com seu médico, que pode receitar uma suplementação. Isso deve ser sempre acompanhado pelo profissional de saúde, já que muitas substâncias são transmitidas para a criança e podem fazer mal.

4. Faça atividades relaxantes

Todos sabem que ter uma criança recém-nascida em casa não é fácil. É comum ficar constantemente cansada e estressada, já que o bebê precisa de atenção e cuidados. Entretanto, é preciso separar um tempo para descansar.

Para isso, é possível pedir ajuda para alguém, além de organizar os horários de forma que o descanso da mãe seja nos horários em que a criança está dormindo. Com o passar do tempo, o sono do bebê fica mais regulado, o que facilita o descanso.

5. Amamente com bastante frequência

Caso a criança esteja com dificuldade em ganhar peso, procure amamentá-la a cada uma hora e meia ou duas horas durante o dia e com um intervalo de cerca de três horas à noite. Caso ainda ache necessário, pode optar por utilizar a bomba tira-leite, para que o corpo entenda que a produção deve aumentar.

6. Use a técnica de compressão da mama

Essa técnica consiste em segurar a mama com a mão em formato de “C” e apertar levemente. Isso fará com que o leite saia em um fluxo maior, aumentando o interesse da criança em mamar e evitando que ela fique distraída ou sonolenta.

7. Ofereça os dois seios em todas as mamadas

Algumas mulheres acreditam que oferecer somente um seio é mais eficiente, pois dessa forma é possível chegar no leite posterior, que é o mais calórico. Mas é importante dar os dois seios em todas as mamadas para que ambos produzam o leite. Se a criança estiver com um comportamento diferente, mostrando sinais de irritação, chorando e gritando, ofereça o outro lado e, se ainda assim esse problema persistir, procure ajuda para verificar o que está acontecendo.

Outros problemas durante a amamentação

Além da baixa produção de leite, existem outros problemas que costumam ser muito relatados. Por isso, separamos também algumas informações sobre eles para que você saiba quais providências tomar caso esteja passando por essas situações.

Falta de leite durante a noite

Algumas mães têm problemas com a amamentação durante a noite. Isso acontece principalmente por causa dos níveis de prolactina no organismo da lactante.

Se isso estiver acontecendo com você, uma forma de reduzir o problema é retirar o leite no período da tarde e reservá-lo para que a criança tome durante a noite. Siga também as dicas que foram dadas para aumentar a produção do leite e relate o caso para o médico, para que ele possa investigar adequadamente a causa.

Leite empedrado ou mastite

Os sintomas da mastite são mamas endurecidas, quentes, vermelhas e doloridas. Ela é causada pela inflamação das glândulas, como consequência do acúmulo de leite. Pode acontecer em uma mama ou em ambas e, na maioria das vezes, ocorre logo no pós-parto da primeira gestação.

Para evitar que a mastite se manifeste, é importante evitar o acúmulo do leite, o que pode ser feito por meio de massagens nos seios durante o banho e logo após as mamadas. Com a mão espalmada, faça uma massagem na auréola, depois segure o seio com o polegar no bico e o indicador embaixo, apertando e soltando.

No entanto, se a mulher já estiver com a inflamação, será preciso realizar o tratamento, que é feito com antibióticos, anti-inflamatório e compressas de gelo, sempre com o acompanhamento médico.

A importância do acompanhamento médico

A produção de leite materno é complexa e por vezes requer a assistência de um médico. Por isso, evite seguir conselhos de pessoas que não são profissionais da área da saúde, pois, mesmo com boas intenções, elas podem acabar transmitindo informações que são apenas mitos.

Para assegurar que tanto você quanto seu bebê estarão devidamente amparados, é possível optar por um plano de saúde. Além disso, converse sempre com o médico a respeito dos problemas que ocorrerem, por mais que eles pareçam simples.

Lembre-se de analisar o comportamento da criança, pois elas costumam se comunicar por meio do choro e de gestos que podem dar sinais importantes sobre possíveis problemas, sejam eles na produção de leite materno ou não.

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8 mitos sobre alimentos que ajudam na produção de leite materno
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  2 comments for “8 mitos sobre alimentos que ajudam na produção de leite materno

  1. Sirlene
    14/10/2017 at 04:10

    Gostei muito desse site , tirei muitas dúvidas e me senti mais segura com a amamentação da minha bebê , obrigada por me ajudar a ter mais conhecimento sobre amamentação !!

    • mikaely Monte
      16/10/2017 at 11:26

      Ola Sirlene, bom dia!
      Sua opinião é muito importante.

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