Alimentação infantil: 7 dicas para crianças com restrições alimentares

A alimentação infantil é um dos aspectos mais importantes para o desenvolvimento de qualquer criança. Este fator também causa preocupação em muitos pais, porque enquanto alguns alimentos aumentam a imunidade dos pequenos e contribuem para uma vida saudável, outros podem causar sérios problemas e alergias.

Para evitar esse tipo de “susto”, neste post daremos algumas dicas sobre alimentação infantil e o que fazer para contornar restrições alimentares nos pequenos. Confira!

Faça a substituição por alimentos semelhantes

Crianças com restrições alimentares relacionadas ao leite de vaca são mais comuns do que se imagina. Essas limitações podem ser provocadas por alergias ou intolerância à lactose e diferenciar esses distúrbios confunde muita gente.

No primeiro, as crianças ou até mesmo os adultos, não podem de jeito nenhum consumir leite de vaca e seus derivados devido à reação alérgica causada pelas proteínas presentes nesses alimentos, até que o problema seja tratado e eliminado com acompanhamento médico.

No segundo caso, o organismo infantil não tolera a ingestão do carboidrato presente no leite, a lactose, desenvolvendo sintomas como dores abdominais, inchaço, náuseas e vômitos. Porém, com o passar do tempo essa intolerância pode ser amenizada e maiores quantidades de leite poderão ser ingeridas, ou com maior frequência, desde que haja um acompanhamento médico adequado.

O mais recomendado a se fazer diante desses quadros é substituir o consumo desse alimento por outros semelhantes, como leite de soja e de cabra, ou leite e derivados lácteos com 0% de lactose, facilmente encontrados em qualquer supermercado.

Retire os alimentos com glúten da alimentação

O glúten, proteína presente no trigo, é outro ingrediente que pode comprometer a alimentação infantil. Causadora da doença celíaca, que pode surgir tanto nos primeiros meses de vida como anos mais tarde, a intolerância ao glúten inflama as paredes do intestino delgado, provocando sintomas clássicos como diarreia e dores abdominais, ou até mesmo fadiga, anemia e osteoporose.

Nesses casos, retirar da dieta de seu filho todos os tipos de alimentos a base de farinha de trigo é a melhor solução. Mas não se preocupe! Você pode substituí-la por farinha de milho, de arroz, mandioca ou fécula de batata.

Mantenha uma dieta equilibrada

O diabetes, provocado pela deficiência de produção de insulina pelo organismo para controlar os níveis de açúcar no sangue, também ocasiona sérias restrições na alimentação infantil.

Aqui, o acompanhamento médico é fundamental para acertar na dieta e ingerir somente os alimentos mais adequados, pois cada paciente é único e reage de uma forma.

Além disso, existem dois tipos de diabetes, I e II, sem contar a gestacional, que podem ser controladas somente com alimentos corretos e a suspensão de açúcares na dieta ou por meio da substituição por aqueles sem adição de açúcar.

Em muitos casos, é necessária a aplicação de insulina para que o organismo possa controlar as taxas glicêmicas no sangue, o que já requer outro tipo de dieta balanceada.

Para isso, recomenda-se consumir somente carboidratos integrais — pães, massas e grãos —, abusar de verduras e, claro, suspender os doces. Procure seu médico para que ele possa te indicar as frutas e os legumes liberados em sua dieta, pois muitos deles possuem açúcar vegetal, como frutose e sacarose, que elevam os índices de glicemia no organismo.

Não inclua nozes e castanhas na alimentação infantil

Bastante recomendado por médicos e especialistas, esses alimentos, apesar de ricos em vitaminas e nutrientes, também podem provocar restrições alimentares, sobretudo, em crianças por conta, principalmente, da flora intestinal ainda em formação.

Nozes e castanhas podem provocar alergias e sintomas de mal-estar nas crianças, pois possuem mecanismos vegetais de defesa, como lectinas, que inflamam a flora, inibidores enzimáticos, prejudiciais a digestão e ácido fítico, que prejudicam a absorção de nutrientes de alimentos.

Esses alimentos também são ricos em Ômega 6, uma substância que se consumida em excesso pode desencadear diversos problemas metabólicos, como obesidade, hipertensão, doenças cardíacas e diabetes.

Por isso, a inclusão desses ingredientes na alimentação infantil não é recomendada. Deixe para quando eles estiverem mais crescidinhos. Mesmo assim, prefira nozes macadâmias, ricas em gorduras monoinsaturadas, e castanhas do Pará, fonte de selênio, nutriente essencial ao organismo.

Evite o amendoim

Se nozes e castanhas não são recomendadas, o amendoim deve ficar longe do alcance de todas as crianças pequenas e ser completamente evitado. Esse é um dos produtos que mais causam alergias nos pequenos e não promove nenhum benefício ao organismo. Pelo contrário, ele é rico em antinutrientes, lectina e é altamente cancerígeno.

Tenha muito cuidado com os frutos do mar

Esse é outro grupo de alimentos que também deve ser evitado pelas crianças. Especialistas recomendam o consumo de peixes e outra iguarias provenientes dos oceanos somente após os dois anos de idade, quando a flora intestinal já está formada.

São bastante comuns os casos de alergias e intoxicações alimentares devido ao consumo desse tipo de alimento, como camarão, por exemplo. E mesmo após os dois anos, o mais recomendado é servir esse tipo de comida sempre cozida ou assada para evitar maiores complicações.

Sirva de exemplo

Quando se tratam de crianças, todo cuidado é pouco! Muitos alimentos que provocam sintomas adversos em algumas, nem sequer incomodam outras.

Contudo, fique sempre atenta aos alimentos que listamos aqui e aqueles industrializados, disponíveis em abundância nas prateleiras dos supermercados, ricos em condimentos, corantes e com baixo valor nutricional.

Outro ponto importante: em caso de restrições alimentares, a família toda deve se unir e se comprometer a tirar aquele determinado alimento da dieta da casa para colaborar e tornar essa restrição mais aceitável.

Por isso, seja exemplo para os menores. Geralmente, as crianças gostam daquilo que veem os pais consumindo e se habituam a comer.

Além disso, inovar na cozinha e buscar novas formas de preparar pratos sem determinados ingredientes também faz toda a diferença nessa nova alimentação e nos hábitos alimentares de toda a família.

Mas antes de qualquer coisa, procure seu médico pediatra para que ele possa indicar os melhores alimentos e a quantidade ideal de consumo para seu filho ter sempre uma alimentação balanceada e evitar doenças sérias, como a obesidade infantil, um problema que afeta milhões de crianças no Brasil e em todo o mundo.

Agora é com você, coloque em prática as nossas dicas de alimentação saudável e veja as mudanças boas que isso trará. Se quiser saber mais sobre o assunto não deixe de ler o nosso artigo: A importância da qualidade na alimentação infantil.

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