Câncer de pele: Conheça as causas, sintomas e tratamentos.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele é o câncer de maior incidência no Brasil, e está diretamente relacionado à exposição ao sol.

Na maioria dos casos, o câncer de pele não chega a matar, mas traz consequências irreversíveis se não tratado de forma correta.

Alguns tipos de câncer de pele não são fatais e podem ser curados com facilidade se detectados precocemente.

Por isso é importante se manter atento a qualquer anormalidade na pele e procurar um dermatologista caso perceba pintas ou sinais suspeitos.

Saiba mais sobre as causas, sintomas e tratamentos do câncer de pele.

Como surge o câncer de pele?

Como você já sabe, a exposição excessiva ao sol é a principal causa da doença.

O câncer de pele é provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.

Estas células se dispõem formando camadas e, de acordo com a camada afetada,  são definidos os diferentes tipos de câncer de pele.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores na pele., A maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento.

Qualquer célula que compõe a pele pode originar um câncer, logo existem diversos tipos de câncer de pele.

Saiba quais são os tipos de câncer de pele.

Os tipos de câncer de pele podem ser divididos em câncer de pele não melanoma e câncer de pele melanoma.

No caso do câncer de pele não melanoma, há o carcinoma basocelular (CBC) que é o mais frequente e menos agressivo, e o carcinoma espinocelular(CEC), mais agressivo e de crescimento mais rápido que o carcinoma basocelular.

Já o melanoma cutâneo, mais perigoso dos tumores de pele, tem a capacidade invadir qualquer órgão e espalhar pelo corpo.

O melanoma cutâneo é menos comum em relação aos outros tipos de câncer de pele.

Contudo, os casos de melanoma cutâneo está aumentando no mundo inteiro.

  •  Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum e menos agressivo.

Ele leva esse nome por ser um tumor constituído de células basais, comuns da pele.

Essas células começam a se multiplicar de forma desordenada dando origem ao tumor.

O carcinoma basocelular apresenta crescimento muito lento, que dificilmente invade outros tecidos e causa metástase.

Esse câncer é encontrado frequentemente nas partes do corpo que ficam mais expostas ao sol, como rosto e pescoço.

O nariz é a localização mais frequente em 70% dos casos.

Mas também pode ocorrer na orelha, canto interno do olho e outras partes da face.

Quando o tumor é retirado precocemente, as chances de cura são altas.

O carcinoma basocelular pode apresentar apenas uma aparência levemente diferente da pele normal, sendo mais comum no rosto, pescoço e outras partes que ficam muito expostas ao sol.

Esse tipo de tumor se parece com nódulo que apresenta:

  • Aparência perolada, como se fosse recoberto de cera;
  • Pode ser branca, rosa claro, bege ou marrom;
  • Sangra com facilidade;
  • Se parece com uma ferida que não cicatriza;
  • Pode formar crosta e vazar algum líquido.

    Carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de câncer de pele.

É responsável por cerca de 20% dos tumores de pele não melanoma.

Frequentemente, o carcinoma espinocelular cresce nas áreas mais expostas ao sol, como couro cabeludo e orelha, sendo mais comuns a partir dos 60 anos.

O carcinoma espinocelular se forma a partir das células epiteliais, e células escamosas) e de todas as camadas da pele e mucosa.

É um tipo de câncer de pele comum para qual cor e com maior frequência no sexo masculino.

Sua evolução é mais agressiva e pode atingir outros órgãos caso não seja retirado com rapidez.

O carcinoma espinocelular apresenta maior capacidade de metástase do que o carcinoma basocelular.

Os tumores podem surgir no couro cabeludo e orelha, pescoço e dorso das mãos, e 15% desses tumores acometem os membros superiores.

É comum na boca e pode ocorrer também nas membranas mucosas e genitais.

O Carcinoma espinocelular aparece como uma mancha ou nódulo que:

  • Mostra sinais de dano solar na pele, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade
  • Tem cor avermelhada
  • Tem aparência mais endurecida, com descamação e crostas no local, podendo vazar algum líquido
  • Tem crescimento rápido (em geral meses)
  • Se parece com uma ferida que não cicatriza.

    Melanoma

O melanoma é tumor maligno originário das células que produzem pigmento.

Ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais.

Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive cérebro e coração.

Portanto, é um câncer com grande risco de morte.

O melanoma cutâneo é menos comum aos outros tipos de câncer de pele, porém, os casos de melanoma vêm aumentando no mundo inteiro.

Há diversos tipos clínicos de melanoma, como o melanoma nodular, melanoma lentiginoso acral, melanoma maligno disseminado e melanoma maligno lentigo.

Os primeiros sinais e sintomas de melanoma são:

  • Uma mudança em uma mancha ou pinta existente
  • O desenvolvimento de uma nova mancha ou pinta bem pigmentada ou de aparência incomum em sua pele
  • Outras mudanças suspeitas podem incluir coceira, comichão, sangramento e a não cicatrização da área.

Conheça 5 fatores de risco que podem levar ao câncer de pele.

Alguns fatores de risco podem colaborar para o surgimento silencioso do câncer de pele.

Conheça alguns desses fatores de risco e saiba como se proteger melhor.

  • Exposição solar

Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para câncer de pele.

Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer.

Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco dela ter um câncer de pele.

  •  Idade e sexo

O câncer de pele se manifesta preferencialmente na idade adulta, a partir dos 50 anos de vida.

Uma vez que quanto mais avançada a idade maior é o tempo de exposição solar daquela pele.

Também é um câncer que atinge homens com mais frequência do que mulheres.

  • Características da pele

Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer câncer de pele, assim como aquelas que têm albinismo ou sardas pelo corpo.

Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol também corre mais risco.

Pessoas que têm muitos sinais espalhados pelo corpo também devem ficar atentos a qualquer mudança.

O surgimento de novos sinais ou alterações na cor e formato daquelas que já existem. Pessoas com pintas ou manchas de tamanhos grandes também devem ficar atentas.

  • Histórico familiar

O câncer de pele é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o acompanhamento com o dermatologista deve ser mais intenso.

  • Imunidade enfraquecida

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele.

Isso inclui as pessoas que têm a leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos.

Quais os tratamentos para o câncer de pele?

O tratamento mais indicado para o câncer de pele é a cirurgia para retirada do tumor. Entretanto, algumas pessoas podem não ter indicação para cirurgia.

Há outras situações em que a cirurgia somente pode não ser suficiente para a retirada total do tumor, ou que o comportamento deste possa pedir outras medidas.

Nesses casos, o médico pode indicar outros tratamentos para erradicação do câncer de pele, que variam conforme o tipo.

Como prevenir o câncer de pele?

É extremamente importante evitar a exposição solar sem proteção adequada para prevenir o câncer de pele.

Usar filtro solar FPS no mínimo 30 diariamente.

É preciso ainda reaplicar pelo menos mais duas vezes no dia e espere pelo menos 30 minutos após a aplicação para se expor ao sol

Procure evitar os momentos de maior insolação do dia, entre 10h e 16h e ficar na sombra o máximo que puder.

O sol emite vários tipos de radiação, sendo os tipos UVA e UVB os mais conhecidos.

Os raios UVB são os mais prejudiciais, responsáveis por aquela pele avermelhada, que fica ardendo, e sua concentração é maior nos horários centrais do dia, quando o sol está mais forte.

Já os raios UVA são aqueles que deixam a pele bronzeada e oferecem menos risco

Além do protetor solar, o uso de protetores físicos, como chapéus e camisetas também são importantes.

Examinar a pele periodicamente é uma maneira simples e fácil de detectar precocemente o câncer de pele.

Com a ajuda de um espelho, pode – se enxergar áreas que raramente consegue visualizar. É importante observar se há manchas que coçam, descamam ou sangram e que não conseguem cicatrizar, além de perceber se há pintas que mudaram de tamanho, forma ou cor.

O diagnóstico precoce é muito importante, já que a maioria dos casos detectados no início apresenta bons índices de cura.

É importante que as pessoas com fatores de risco sejam acompanhadas por um dermatologista.

Em casos mais arriscados, a recomendação do médico pode ser a prevenção absoluta contra exposição solar.

Nessas situações, pode ser que o especialista receite suplementação de vitamina D, para evitar a deficiência e conseguir manter o paciente o mais longe possível do sol.

Para pacientes que já sofreram como câncer de pele e foram tratados, é ainda mais importante o acompanhamento.

Uma vez tratado, o paciente com câncer de pele não deve ser abandonado nunca.

O dermatologista irá acompanhar o local de onde o câncer foi retirado, principalmente a pele no entorno, e cuidar para que o tumor tenha sido completamente removido e tratado.

Através dessas informações fique atento no surgimento de qualquer sinal na pele.

Consulte um dermatologista ao notar qualquer anormalidade.

Com essas dicas e informações, você pode cuidar melhor ainda da saúde da sua pele.

Câncer de pele: Conheça as causas, sintomas e tratamentos.
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