Como ajudar seu filho a fazer amigos?

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As crianças vão para a escola para socializar, desenvolver o aprendizado e explorar o mundo. Mas e quando o seu filho é do tipo solitário, que costuma ficar mais na dele, ou parece tímido e relutante em fazer amigos? Não se preocupe! Isso não é necessariamente uma coisa ruim, e pode fazer parte da natureza dos pequenos.

Normalmente, os pais ficam incomodados quando outras crianças da mesma idade demonstram maior facilidade para conquistar amizades por onde passam. Saiba, porém, que a introspecção é importante para o desenvolvimento de seu filho e que os estímulos necessários para torná-lo mais amistoso podem partir de dentro de casa.

Isso mesmo! Os próprios pais podem ajudar mostrando que vale a pena cultivar amizades. Portanto, ao invés de tentar mudar a personalidade do seu filho, você pode motivá-lo a descobrir as alegrias do relacionamento com os colegas.

Nesse post nós separamos algumas táticas infalíveis para incentivar seu pimpolho a fazer mais amigos. Confira!

Por que é importante socializar

Algumas crianças mais sozinhas tendem a apresentar uma expressividade singular, que pode vir a se tornar inconveniente. Por isso, sobretudo para as crianças em idade escolar, aprender a lidar com esses deslizes é um alicerce importante, construído na infância por meio do relacionamento em grupo.

As relações saudáveis nos incutem regras sociais, que asseguram a formação de adultos mais humanos e maduros, fazendo da socialização um dos objetivos principais da educação e imprescindível para o desenvolvimento dos pequenos. Saber conviver, afinal, é importante em qualquer fase da vida.

Dentre os aprendizados fundamentais, temos o senso de cooperação, que ensina a saber repartir, e a paciência, que vem com o famoso “aprender a esperar a sua vez”. Esses pilares, essenciais para a evolução social, não são construídos apenas pela escola, porém.

A carapuça da paciência

Quando falamos em paciência, é bom verificar se a carapuça serve aí também, ok? Esse aspecto vale tanto para seu filho conhecer a nobreza de esperar a vez do outro quanto para que os pais saibam aguardar o momento certo de a criança se abrir às amizades.

Você precisa ter em mente que a chave da socialização demanda pequenos e suaves passos, estimulando a interação positiva, mas sem forçar a barra. O objetivo é dar aos filhos oportunidades para experiências sociais gratificantes, que vão deixá-los querendo mais, ao invés de se sentirem pressionados a fazer algo que acham difícil.

Por isso, pratique esse mantra você também, combinado?

A bolha materna

Lembra daquele filme antigo, da década de 70, no qual um menino passa a vida toda dentro de uma bolha de plástico? É mais ou menos assim que costuma funcionar o desejo de pais superprotetores, principalmente as mães.

A mãe coruja logo escolhe alguém para o filho desenvolver um contato amigável, esteja ele de acordo ou não. Por isso, comece a avaliar seu comportamento nesse sentido, já que esse problema afeta a independência e autonomia da garotada, inclusive para fazer amizades, uma prática que exige boas doses de iniciativa.

Reuniões infantis para fazer amigos

Os encontros informais representam um ótimo ponto de partida para a vida social de um garoto tímido. Algumas alternativas podem aumentar as chances de seu rebento ter uma experiência positiva e querer sair da casca.

Brincadeiras em casa

Pergunte a ele se deseja convidar alguns colegas da escola para brincar em casa e organize a reunião. Convide, inicialmente, apenas um ou dois meninos, de preferência com idades próximas.

Nesse aspecto, os professores podem ajudar bastante, inclusive colocando você em contato com outros pais. Aliás, é fundamental visitar a escola e saber como anda o comportamento do seu filho em relação a isso, até mesmo para solicitar a intervenção dos professores caso a experiência esteja sendo negativa.

Encontros de curta duração

Não precisa organizar “a noite do pijama”. Esses encontros podem ser curtos, com uma ou duas horas de duração, apenas para se conhecerem melhor.

Claro que é sempre chato sair no momento em que a brincadeira está começando a ficar boa, mas isso favorece a possibilidade de novas reuniões divertidas e evita que passem tempo demais juntos, deteriorando as brincadeiras e começando possíveis brigas.

Um encontro de curta duração, portanto, abre margem para um contato mais íntimo que o da escola e inibe experiências desagradáveis.

Planejamento das brincadeiras

Falando em brincadeiras, até para isso você pode se planejar com antecedência, sem se preocupar em acabar com a espontaneidade do momento. Lembre-se de que seu filhote é acanhado e pode demorar um pouco para “pegar no tranco”.

Uma boa opção é orientá-lo quanto às brincadeiras e jogos dos quais ele mais gosta, para que fique à vontade e confortável consigo mesmo. Faça sugestões, mas deixe que ele escolha as atividades.

Outra coisa: não precisa ficar na cola! Faça suas atividades em outro ambiente, pois se ele perceber que você está muito em cima, tende a recuar. Se coloque à disposição, supervisione, e ajude a quebrar o gelo. O resto é com ele!

Frequência dos encontros

Ao final do encontro, proponha novas reuniões ou passeios em locais que seu filho adora. Crie uma programação posterior, aumentando os períodos de convivência gradativamente e, de preferência, com a mesma turminha.

Com estes empurrãozinhos, logo logo seu filho se sentirá mais propenso à enturmar-se.

Em casa de ferreiro…

As crianças prestam muita atenção ao que os adultos fazem. Por isso, você pode servir como um modelo de interação social, especialmente quando se trata dessa geração mais conectada. Caso seus amigos também tenham filhos, melhor ainda! Aí é só juntar a meninada e torcer para que se deem bem.

Esses programas ajudam no caso da criança fã de videogame e computador, pois, se ela já possui uma certa tendência à introspecção, jogar sozinho só complica ainda mais o envolvimento.

Diminua o tempo que ele passa imerso no mundo virtual e mantenha seus amigos por perto, para que ele possa experimentar outros tipos de diversão, em conjunto.

A vida imita a arte

Assistir filmes ou ler livros sobre amizade é uma atividade proveitosa e que reforça os aspectos positivos da socialização. Independentemente da idade, a vida costuma imitar a arte, e o mercado infantil está recheado de bons vídeos e leituras relevantes.

Adquira um conteúdo especial para encorajá-lo a se abrir e expressar seus sentimentos!

Experiência extracurricular

Atividades físicas também são importantes, não só para a saúde do seu filho, mas também para ajudá-lo a ser mais expressivo e interagir melhor. Natação, judô, balé e escolinha de futebol são cursos capazes de melhorar a autoestima e o desenvolvimento em equipe dos pimpolhos.

Na maioria dos casos, a timidez ou a dificuldade em fazer amigos na infância é normal. Mas, caso você perceba que os esforços vêm sendo pouco eficazes, ou que a criança se cala e se fecha ainda mais diante da estimulação, não insista. Procure uma ajuda profissional e trabalhem em conjunto para fazê-lo se soltar mais.

Agora que você já descobriu várias sugestões formidáveis para ajudar seu filho a fazer amigos, que tal compartilhar sua experiência nos comentários? Vamos adorar saber mais detalhes!

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