Como evitar problemas respiratórios em crianças? Saiba aqui!

Dentre os problemas respiratórios em crianças pequenas, algumas se destacam devido à ocorrência mais comum. Asma e bronquite são condições um pouco mais severas, enquanto rinite e o resfriado são mais leves, mas ainda exigem atenção especial. Uma gripe, por sua vez, pode evoluir para uma pneumonia se não houver o cuidado devido.

Outras possibilidades incluem as infecções bacterianas, tais como amigdalites, faringites e otites, que afetam garganta e ouvidos. Para evitar ou diminuir a possibilidade de ocorrer situações como essas, confira a seguir algumas dicas importantes de como evitar problemas respiratórios em crianças.

Realize o aleitamento materno

O leite materno é um alimento completo e é um dos grandes responsáveis por construir um sistema imunológico mais forte. Quando isso acontece, a criança se torna menos suscetível a vírus e bactérias que podem causar, dentre outros, os temidos problemas respiratórios.

O ideal é que o aleitamento materno seja oferecido em regime de exclusividade durante os primeiros 6 meses de vida – até lá, o bebê sequer precisa de água. A partir dessa idade, o recomendado é que o leite materno seja combinado com outros alimentos até, pelo menos, os dois anos de vida da criança.

Como é no começo da vida que ocorre o fortalecimento de muitos sistemas – inclusive o respiratório e o imunológico – é fundamental fornecer os nutrientes necessários para essa construção de uma saúde mais forte, e a melhor forma é através do leite materno.

Evite o contato da criança com pessoas infectadas

Se na creche ou escola da criança existe um surto de doenças respiratórias, o ideal é evitar que ela entre em contato com esse ambiente cheio de agentes causadores de doenças. O mesmo vale para amigos e parentes da criança, inclusive os adultos.

Caso a criança receba visitas que estejam doentes o melhor a se fazer é evitar o contato. Exigir que as pessoas que chegam à sua casa lavem as mãos também é um cuidado de prevenção contra esses problemas respiratórios.

Bebês de até quatro meses também não devem ser expostos a ambientes de aglomeração. Como o sistema imunológico ainda está se fortalecendo, o contato com uma possível pessoa contaminada pode fazer com que o primeiro problema do tipo surja logo muito cedo.

Garanta a total limpeza do ambiente

Tapetes, carpetes e cortinas são ótimos focos de acúmulo de poeira e outras sujeiras em geral. Por sua vez, lençóis, travesseiros e colchões que não são limpos com frequência acumulam ácaros. tudo isso faz com que a criança entre em contato mais facilmente com agentes que podem causar principalmente a rinite, que é uma espécie de alergia.

Por isso, o ideal é garantir a limpeza total do ambiente por onde a criança circula. Tapetes e carpetes devem ser preferencialmente aspirados e móveis devem ser limpos com pano úmido. Espanar e fazer com que a poeira fique em suspensão pode apenas mudar o problema de lugar: em vez de ficar nos objetos, a poeira está no ar, aumentando as chances de problemas respiratórios.

Tome cuidado redobrado com a manipulação de produtos químicos

O uso de produtos químicos por crianças já inspira cuidados por si só. Sem a exata noção do que esses produtos podem causar, as crianças podem ingerir o produto ou podem se colocar em outras situações perigosas. Produtos de limpeza, esmaltes e até mesmo perfumes muito fortes podem ser grandes vilões da saúde respiratória do seu filho.

À parte disso, o uso de produtos químicos deve ser observado porque alguns ingredientes utilizados – como solventes – podem causar inflamações nas vias respiratórias devido à agressão que causam. O cheiro forte de outros produtos e seus componentes também pode causar alergias e desenvolver quadros de rinite.

Reduza o contato com animais de estimação

Muitas crianças são criadas próximas a animais de estimação, como cães, gatos e passarinhos. Embora isso seja saudável do ponto de vista intelectual e emocional, os pelos soltados pelos animais domésticos podem causar irritações que levam a problemas respiratórios.

O ideal é que a criança tenha um contato reduzido com esses animais, especialmente se ainda for mais nova. Isso não significa que ela não possa brincar com os animais, mas sim que não deve manter o rosto muito próximo dos pelos, por exemplo. Também é recomendado que os animais sejam criados fora de casa para evitar que tragam sujeiras e microrganismos para o ambiente da criança.

Evite as variações bruscas de temperatura

O ar muito quente e muito seco irrita as vias aéreas, mas o ar muito frio, como o vindo do ar-condicionado, também causa problemas respiratórios. Além disso, o ar-condicionado quando não é bem limpo libera poeira e outros microrganismos no ar.

Dessa forma, os especialistas recomendam que você evite expor a criança a variações bruscas de temperatura ou a extremos. Em geral, o sistema das crianças se dá melhor em uma temperatura entre 23 e 24°C com boa umidade. Se o ar estiver muito seco, utilizar um aparelho de umectação ou mesmo uma bacia de água embaixo da cama são atitudes que ajudam a tornar o ar mais respirável e menos nocivo para o organismo.

Proíba o consumo de cigarros próximo da sua criança

Além de conter centenas de substâncias e levar ao fumo passivo, a fumaça de cigarro também é responsável por causar sérios problemas respiratórios em crianças. Se o consumo dessa substância já faz mal para um pulmão adulto, dá para imaginar os impactos causados em um sistema respiratório em desenvolvimento.

A única forma de evitar esses efeitos consiste em proibir o consumo de cigarros dentro de casa. Mesmo quando as crianças não estiverem perto, o cheiro pode ficar impregnado no sofá, na roupa de cama ou nas cortinas e gerar os problemas respiratórios tão comuns.

Evitar os problemas respiratórios em crianças é possível quando você se dá conta que o sistema infantil ainda não está plenamente desenvolvido. Assim, ao proteger a criança do contato e exposição a condições que possam ser maléficas ou irritantes para o sistema respiratório é a melhor forma de prevenir a ocorrência de doenças desse tipo.

E você, encara muitos problemas desse tipo com seus filhos? Já coloca em prática alguma dessas dicas? Conte para a gente nos comentários!

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