Como saber se o meu filho está com dengue?

A dengue tem sido um motivo de preocupação para diversos pais e famílias. O Ministério da Saúde apontou que a incidência do problema aumentou cerca de 240% no ano de 2015. A doença é causada por quatro diferentes tipos de vírus — todos eles transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti — e o corpo pode desenvolver a versão comum ou a hemorrágica.

É um problema que atinge adultos e crianças, mas nos pequenos os sintomas podem se manifestar de forma diferente. Principalmente em épocas de epidemia, é preciso estar atento para saber se seu filho está com dengue. Abaixo, trazemos algumas dicas para identificar a enfermidade. Confira!

Como são os sintomas da dengue nas crianças

Na infância, os sintomas da dengue se parecem muito com os manifestados em doenças comuns entre crianças. Diante disso, é preciso que os pais prestem bastante atenção no que pode ser diferente. A doença pode evoluir para um estágio mais grave, com complicações — portanto, o diagnóstico deve ser rápido.

Febre

Apesar de assustar bastante, a febre é uma reação típica do corpo dos bebês. Por conta de um sistema imunológico ainda imaturo, é muito comum as crianças apresentarem episódios de febre para combater pequenas infecções. Os responsáveis devem ficar atentos se o problema permanecer por dois dias ou se, simultaneamente, o bebê apresentar outros sintomas, como a falta de apetite. Nesse casos, pode significar algo mais complicado, inclusive a dengue.

Fraqueza, sonolência e falta de apetite

Fique atento ao ânimo e disposição do seu bebê, se a criança está sentindo muito desconforto e fraqueza, pode ser sinal de dengue. A recusa em se alimentar também pode significar que está infectada por esse vírus. Procure o pediatra para conferir o que está incomodando seu filho.

Dores

As dores na cabeça e no corpo são sintomas de dengue, porém, crianças menores de dois anos não conseguem apontar que estão com esse problema. Para identificar isso, os pais devem verificar se o filho está muito irritado e chorando sem parar — o que pode indicar que ele está sentindo dor.

Diarreia

As excreções do corpo servem para identificar se ele está funcionando normalmente. Repare sempre se o seu filho está evacuando da forma habitual. Desarranjo intestinal ou fezes amolecidas podem ser um sintoma de dengue, entre outras doenças.

Sangramento e manchas

A dengue pode causar sangramento no nariz e na gengiva, assim como manchas vermelhas na pele. Por serem manifestações não tão comuns, são mais facilmente identificáveis que outros sintomas.

Por conta da sutiliza de alguns dos indícios em bebês, a enfermidade pode ser até considerada assintomática nessa idade. Então, muita atenção é necessária em regiões com epidemia. E em caso de qualquer alteração, procure ajuda médica para a investigação.

Diagnóstico

No tratamento da dengue, é muito importante um diagnóstico correto. Por isso, se aparecer alguma das alterações listadas acima, leve o seu filho ao pediatra para que ele solicite um exame de sangue, que identifica a presença do vírus. O resultado pode demorar alguns dias. No entanto, se confirmados os sinais da doença, o médico já inicia um tratamento para a dengue não se agravar.

Sinais de dengue grave

Por conta da demora dos pais em perceber se o filho está com dengue, muitas vezes ela é diagnosticada com alguma complicação. Nesse caso, os sinais são um pouco diferentes e podem ser: vômitos muito frequentes, dor intensa no corpo e que demora a passar, inchaço na barriga, delírio e hemorragias severas.

Tratamento

Se o seu filho estiver com dengue, o tratamento correto é muito importante. Em hipótese alguma medique a criança por conta própria. Os sintomas são controlados e amenizados através de remédios. Mas é preciso que o médico indique quais são, pois alguns analgésicos podem causar mais complicações na doença.

Os pais devem garantir uma boa hidratação da criança, fazendo com que ela beba bastante líquido. Em caso de dengue na forma mais branda, o enfermo pode ser tratado em casa, seguindo a risca as recomendações do pediatra. Em casos mais graves, uma internação pode ser necessária.

Recorrência da doença

A doença pode atingir mais uma vez uma mesma pessoa, seja ela adulta ou criança. Isso acontece porque existem quatro variações do vírus — Den1, Den2, Den3 e Den4. Quando fica doente, o corpo cria anticorpos para combater um tipo específico, restando, ainda, o risco de contaminação com os outros três. Há ainda o perigo da criança desenvolver a versão hemorrágica da dengue, quando sofre com ela pela segunda vez. Por isso, mesmo se o seu filho já teve o problema, a atenção e o cuidado não podem parar.

Prevenção

Prevenir é sempre o melhor remédio. Então, para ninguém se contamine com a dengue, alguns cuidados são necessários. A principal medida profilática para a dengue é a eliminação dos possíveis focos do mosquito. Não deixar ambientes com água onde ele possa se manifestar.

Com bebês e crianças pequenas em casa, outros cuidados devem ser reforçados. Você pode optar por repelentes nos maiores de dois anos. Em casos especiais de locais com epidemia, o médico pode liberar o uso do repelente em bebês acima de seis meses, se achar necessário. Fique atenta ao tipo de produto que o pediatra vai indicar e à orientação sobre o modo de aplicá-lo no bebê.

Também é recomendado instalar telas em janelas e mosqueteiros no berço do pequeno. As roupas também são fortes aliadas na proteção: procure cobrir a maior parte possível do corpinho do seu filho e priorize roupas claras — assim, ficará mais fácil identificar se algum mosquito se aproxima da criança.

A prevenção e a lista de sintomas da dengue em crianças exigem bastante atenção dos pais, porém, com o passar do tempo e as tarefas inseridas na rotina, o desafio fica mais fácil. Quando as crianças ficam maiores e começam a se expressar verbalmente, passam a ser aliadas na identificação de seus problemas.

Ainda resta alguma dúvida em saber se seu filho está com dengue? Já teve alguma criança com a doença em casa? Divida suas questões e experiências nos comentários abaixo!

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