Entenda as diferenças entre os sintomas das doenças transmitidas pelo aedes aegypti

Nos últimos anos, aumentou o número de doenças transmitidas pelo aedes aegypti. Antigamente, apenas a dengue era associada a ele, mas agora é preciso se proteger também da Zyka e da Chikungunya.

Pelo seu clima predominantemente tropical, o Brasil acabou se tornando alvo de uma grande quantidade de insetos. E, dentre eles, está a classe dos mosquitos Aedes, que encontra nesse tipo de clima o ambiente ideal para se desenvolver.

Se você se preocupa com sua saúde e da sua família, continue lendo este artigo, pois trazemos informações que vão ajudar a identificar cada doença e como agir em cada situação. Confira!

Doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti

Além de terem o Aedes Aegypti em comum, a dengue, a Zyka e a Chikungunya possuem sintomas muito semelhantes. É importante prestar muita atenção para não confundi-las.

O ideal é que, ao apresentar qualquer um dos indícios destas moléstias, o paciente se dirija a uma unidade de saúde para que seja submetido ao exame sorológico.

Após feito o diagnóstico, a equipe médica deverá ministrar os medicamentos necessários e orientar o paciente sobre os cuidados que devem ser tomados.

A seguir, você vai conhecer cada um dos casos, seus sintomas e tratamentos.

Dengue

A dengue é a enfermidade mais antiga das três e também considerada a mais perigosa. Não é à toa que o transmissor é chamado popularmente de mosquito da dengue.

Ao contrair a infecção, se a pessoa não for devidamente medicada e seguir as recomendações médicas, o quadro pode se agravar e até mesmo levar à morte, como nos casos de dengue hemorrágica.

A doença é mais perigosa em idosos, crianças e pessoas que possuem doenças crônicas. Os sintomas têm início repentino e podem durar de 2 a 7 dias.

São eles:

  • Febre alta (de 37° a 39°);
  • Dores no corpo e atrás do olhos;
  • Indisposição;
  • Falta de ar;
  • Manchas (erupções) na pele, principalmente nos membros superiores e tórax;
  • Queda de plaquetas que pode levar a sérias hemorragias.
  • Perda de peso;
  • Vômitos e náuseas;
  • Falta de apetite;
  • Tonturas.

Nos casos de dengue hemorrágica, o paciente apresenta a mesma sintomatologia da dengue comum. Porém, quando passa a febre, alguns sinais de alerta devem ser observados, dentre eles:

  • Vômitos persistentes;
  • Pele pálida e fria;
  • Dificuldade para respirar;
  • Pulso fraco e rápido;
  • Perda de consciência;
  • Confusão mental e sonolência;
  • Boca seca.

Nesses casos, quanto mais rápido procurar ajuda médica, melhor. Segundo o Ministério da Saúde, 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem. Por isso, procure ajuda o quanto antes.

Zyka

Considerada a menos agressiva das três, a Zyka também é a mais recente. O vírus, de origem africana, cruzou o continente e se tornou um verdadeiro pesadelo no Brasil, onde já chegou a ser considerado uma epidemia.

Um fato curioso é que após a picada do transmissor, pode ser que a doença não se desenvolva. Cerca de 80% das pessoas não apresentam indícios da contaminação.

Seu principal sintoma e que a diferencia das outras, é erupção cutânea com coceira, que nos casos de Zyka é mais intensa.

Outros sintomas apresentados são:

  • Febre baixa ou ausência de febre (entre 37,8° e 38,7°);
  • Dor muscular e nas articulações (principalmente mãos e pés);
  • Dores de cabeça;
  • Conjuntivite;
  • Hipersensibilidade nos olhos;
  • Esgotamento mental e físico;
  • Dor muscular.

Segundo o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS), existe uma relação entre o nascimento de crianças com microcefalia e o vírus da Zyka no Brasil.

Além disso, estudos também apontam uma ligação com a síndrome neurológica que causa paralisia, chamada Síndrome de Guillain-Barré.

Chikungunya

Seu nome significa “dobrar-se de dor”. Por aí já se nota que a dor nas articulações são intensas e que podem durar de 7 a 10 dias. Porém, é normal que as dores articulares se estendem por mais tempo.

O paciente também vai apresentar:

  • febre que, apesar de aparecer de forma súbita, costuma ser baixa;
  • Erupções na pele;
  • Ínguas;
  • Dor de cabeça;
  • Diarreia;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor abdominal.

Em alguns casos, pode ocorrer inflamação nos gânglios linfáticos (sangramento no nariz) e inchaço no fígado. Não há risco de morte, todavia, é uma doença que fragiliza muito por causa das intensas dores.

Apesar de não ser uma moléstia contagiosa, já foram registrados casos de transmissão vertical, da mãe para o filho durante o trabalho de parto, nos transplantes de órgãos e em transfusões de sangue.

Tratamento

Ainda não há tratamento para essas doenças, apenas acompanhamento médico e alívio dos sintomas. Neste caso, são receitados remédios para as dores e febre, repouso e muito líquido.

O Ácido Acetilsalicílico (AAS) jamais deve ser usado, pois aumenta o risco de sangramentos. Também não é indicada a automedicação, principalmente para baixar a febre.

Nos casos de Zyka e Chikungunya não há vacinas. Quanto à dengue, já existe vacina aprovada pela ANVISA, em três doses, mas ainda não está no mercado. Ela é indicada para pessoas com idade entre 9 e 45 anos, mas há contraindicações. Gestantes, pessoas em tratamento com drogas imunossupressoras, pessoas com imunodeficiências e aquelas que apresentarem alguma reação às doses da vacina.

Outra vacina está sendo desenvolvida pelo IInstituto Butantan (SP) em parceria com institutos de saúde americanos. Ela está na fase final de testes e terá dose única.

O melhor combate é a prevenção

Como já foi dito, não há tratamento específico e vacinas para impedir a contaminação. Desta forma, se faz necessário um intenso trabalho de prevenção e eliminação dos locais de proliferação do mosquito.

Como o aedes aegypti é um inseto urbano, ou seja, vive bem próximo ao homem, todo o cuidado é pouco. Ele é tão perigoso que pode estar infectado com os três vírus ao mesmo tempo.

É preciso acabar com os criadouros que são locais onde eles depositam seus ovos, como por exemplo, locais com água parada e de preferência na sombra, já que o mosquito não gosta da luz. Por isso, elimine sacos, plásticos, garrafas e pneus velhos expostos à chuva.

Tampe caixas d’águas, piscinas e outros reservatórios de água. Use telas protetoras, mosquiteiros e faça uso de repelentes. A intenção é impedir que o mosquito transmissor se multiplique e evitar que mais casos dessas doenças apareçam.

Gostou deste artigo? Achou que as informações sobre as doenças transmitidas pelo aedes aegypti foram úteis? Então você também vai querer saber o que é a síndrome de Guillain-Barré.

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