Entenda como alimentar o bebê com intolerência à  lactose

O problema de intolerância à lactose não acomete apenas adultos e jovens, mas também as crianças, incluindo os bebês. Muitos pais ficam em dúvida de como alimentar o seu bebê quando ele é diagnosticado com a intolerância, já que o leite materno é o principal alimento que a mãe fornece ao bebê nos primeiros meses de vida.

Por isso, o objetivo deste post é esclarecer as principais dúvidas sobre a intolerância à lactose em bebês. Quer saber mais? Acompanhe a seguir!

O que é e quais são os principais sintomas da intolerância à lactose?

O problema acontece quando o organismo não produz quantidade suficiente da enzima lactase, ou não a produz de forma alguma. Essa enzima é responsável por fazer a digestão da lactose, que é o principal açúcar do leite. Assim, há a dificuldade da absorção da lactose pela pessoa com a intolerância. Como consequência, aparecem sintomas desagradáveis.

Os sintomas mais comuns desse distúrbio são diarreia, vômito, dor e distensão abdominal (gases) quando a pessoa consome leite ou produtos que contenham a lactose em grandes quantidades.

A intolerância à lactose não deve ser confundida com a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), que é bem mais grave. Quando o indivíduo tem essa alergia, é preciso redobrar os cuidados. Nesse caso, a pessoa que possui a  APLV, deve excluir da sua dieta qualquer produto ou fórmula que contenha a proteína intacta ou parcial do leite.

Como saber se o bebê tem intolerância à lactose?

A mãe deve ficar atenta aos sintomas que o bebê pode apresentar depois das refeições. São sintomas parecidos com os da má digestão, como cólicas intestinais e diarreia, e o aumento dos gases e inchaço na barriga.

Se identificar esses sintomas, a mãe deve levar o bebê ao médico para confirmar o diagnóstico por meio da observação feita pelo médico e a descrição de tais sintomas. Uma maneira interessante de saber se o bebê não digere a lactose, é fazer o teste da exclusão alimentar, que consiste em não dar à criança nenhum alimento que contenha lactose durante 7 dias. Se nesse período os sintomas desaparecerem, é bem provável que ela tenha a intolerância à lactose.

Esse teste só deve ser feito com a indicação do pediatra. Em alguns casos, pode ser necessário realizar também um procedimento específico que detecta a intolerância à lactose, mas não é comum, já que é uma forma mais trabalhosa e desagradável para a criança.

Não podemos esquecer também de que há diferença entre as cólicas normais do bebê para as cólicas que surgem com a intolerância à lactose. Na primeira, o bebê tem cólicas ao longo do dia, e na segunda, ele podem apresentar os sintomas cerca de 30 minutos após cada mamada.

Quando o bebê tem a intolerância, quanto mais leite ele ingere, piores são os sintomas. Há bebês e crianças que podem ingerir pouca quantidade de leite e seus derivados, e não apresentarem nenhuma reação que indique a intolerância. Já outros apresentam os sintomas ao mínimo contato com a lactose.

O bebê também pode ter uma intolerância à lactose passageira, quando sofre uma gastroenterite (uma diarreia infecciosa). Mas a mãe pode ficar tranquila, pois a tendência é que os sintomas desapareçam assim que a mucosa do estômago e a flora intestinal do bebê normalizem, com a cura da doença.

Como alimentar o bebê com intolerância à lactose?

É muito importante alimentar o bebê que sofre de intolerância à lactose de forma adequada, pois é preciso garantir que ele consiga ingerir a quantidade de cálcio de que necessita nessa fase. Para isso, pode-se oferecer à criança o leite sem lactose nos primeiros meses, e após os seis meses de vida, a mãe já pode inserir na alimentação do bebê alimentos que sejam ricos em cálcio, como o brócolis e o espinafre.

Os bebês que mamam no peito podem continuar sendo amamentados sem problemas, pois há uma alternativa de tratamento, que é dar à criança a enzima lactase antes da mamada — basta que a mãe verifique essa opção com o pediatra. Com isso, o bebê poderá consumir o leite materno e a lactose do leite será digerida, evitando desconfortos para o pequeno.

Já para os bebês que não tomam o leite materno, deve-se fornecer o leite com fórmula que não contenha lactose, pelo menos até o primeiro ano de vida. Quando a criança começa a entrar na fase em que pode comer outros alimentos, é preciso mais atenção na hora de preparar a papinha, para que não seja incluído nenhum alimento que contenha leite com lactose e derivados. Uma opção também é dar iogurte sem lactose, que é melhor tolerado pela criança.

Como a mãe pode ajudar o seu bebê?

Na fase da amamentação, a mãe deve retirar da sua alimentação o leite e seus derivados, pois qualquer alimento ingerido acaba passando para o leite materno, e pode fazer com que o bebê que tem intolerância à lactose volte a sofrer com os sintomas.

Alguns produtos podem conter leite em sua fórmula, por isso, a mãe deve ficar de olho em tudo que utiliza e sempre ler os rótulos dos produtos.

Muitas vezes, é importante a ajuda de um nutricionista que indique quais alimentos devem consumidos, pois o leite materno precisa ter os nutrientes de que o bebê necessita para poder se desenvolver de forma saudável e sem que ele tenha os desconfortos que a intolerância pode causar.

Como vimos, a intolerância à lactose é um problema que pode ser solucionado de forma tranquila, quando os pais seguem as dicas recomendadas. A vantagem que é temos à nossa disposição muitos produtos com lactose reduzida ou sem lactose nas prateleiras dos supermercados, já que a intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite têm atingido um número cada vez maior de pessoas.

Não esqueça de sempre obter informações com o pediatra do seu filho em caso de dúvidas.  A alimentação do bebê deve ser levada a sério para que ele não fique desnutrido e suscetível à doenças.

O seu filho já sofreu com este problema, ou você conhece alguma criança que esteja passando por isso? Então, confira também o nosso artigo sobre alimentação infantil, com dicas para crianças com restrições alimentares!

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