O que é a sí­ndrome de Guillain-Barré?

Existem algumas doenças que chegam silenciosamente e podem causar grandes danos à saúde. Uma delas, rara e ainda pouco conhecida, tem sido motivo de muitos debates até mesmo fora dos consultórios médicos.

A síndrome de Guillain-Barré pode aparecer devagar, como um simples formigamento nos membros. Pode também ser desencadeada por outros tipos de bactérias ou vírus, como é o caso de gripes, hepatites ou do Zika vírus, segundo pesquisas recentes do Ministério da Saúde.

Para evitar surpresas desagradáveis, é fundamental que você fique sempre atento a quaisquer mudanças nos estados de saúde, tanto seu como de seus filhos e familiares.

Acompanhe o post abaixo e conheça mais detalhes sobre o desenvolvimento e tratamentos dessa doença.

O que é a síndrome de Guillain-Barré

Essa doença nada mais é do que uma reação autoimune do próprio corpo. O que acontece é que o organismo começa a combater um vírus ou bactéria contraídos anteriormente, e acaba por comprometer os próprios nervos.

A síndrome de Guillain-Barré atinge a bainha de mielina, que reveste os nervos periféricos, porque faz com que o corpo entenda erroneamente que a bainha é um tipo de vírus. Dessa forma, o sistema imunológico passa produzir anticorpos para combater essa bainha.

Aos poucos, os sinais eletrônicos que o cérebro envia para a execução de movimentos vai perdendo o contato com os músculos.

Isso provoca desde formigamentos até a perda dos movimentos musculares nas pessoas que apresentam os sintomas. Em alguns casos mais graves, a doença pode atingir o sistema respiratório e, aos poucos, impedir o paciente de respirar. Em outros, a síndrome pode causar paralisia total dos membros.

Meios de contração

Pesquisas apontam que, entre três a quatro semanas antes dos sintomas aparecerem, a maioria dos pacientes que apresentou sinais da doença passou por gripes ou diarreias.

Outros dados também vinculam o surgimento da doença a outras infecções virais, entre elas dengue, HIV e Zika, como citado anteriormente. Em casos raros, vacinações infantis e vacinas contra a gripe também aparecem como desencadeadores da doença. Mesmo assim, em nenhum caso é indicado que as pessoas parem de ser vacinadas.

Segundo estudos, a doença pode atingir pacientes de diversas idades, mas se desenvolve mais frequentemente em homens e também em pessoas com 40 anos ou mais.

A explicação para o surgimento da doença é que as infecções prévias acionam o sistema defensivo do corpo para que produza anticorpos contra os microrganismos que o invadiram. Embora seja efetiva, a resposta imunológica é mais intensa do que o necessário.

Isso porque as bactérias ou vírus apresentam as mesmas proteínas contidas nas bainhas que revestem os nervos periféricos. Sendo assim, o sistema imunológico se confunde e ataca também as bainhas.

Sintomas

Os principais sintomas da síndrome são a fraqueza muscular nas pernas, que podem ser intensificados nos primeiros três dias após o aparecimento. A partir daí, podem continuar subindo para membros como braços, tronco e face, dificultando a respiração e a fala.

Outros sintomas são: dores nas costas e quadris; perda no controle dos movimentos; coração acelerado e palpitações no peito; alteração da pressão; dificuldade para engolir e respirar; ansiedade e medo; desmaio e vertigens.

Os graus de agressividade da doença variam de pessoa para pessoa, mas há quem possa perder por completo os movimentos de seus membros.

Diagnóstico da síndrome

O primeiro passo é notar se a pessoa apresenta formigamentos ou fraquezas incomuns, como na hora de levantar da cama ou segurar objetos simples do dia a dia. A partir daí, é necessário recorrer a auxílio médico imediato, seja em hospitais ou diretamente com um neurologista.

Para a confirmação da doença, o médico solicitará exames específicos, como pulsão lombar, ressonância da coluna, eletromiografia, exames das funções pulmonares e exames de sangue, a fim de avaliar o nível de leucócitos.

Se o paciente realmente estiver com a síndrome de Guillain-Barré (SGB) deverá permanecer internado no hospital por um período médio de seis semanas; o acompanhamento precisa ser feito de perto. Se não tratada adequadamente, a doença pode levar à morte.

Cuidados necessários

A SGB tem um avanço inicial muito rápido: é comprovado que entre duas ou quatro semanas ela atinge seu nível máximo. Entretanto, o tratamento dos pacientes é um processo lento, podendo levar de seis meses a anos de recuperação.

O principal risco da doença é o comprometimento da respiração dos pacientes, já que alguns acabam apresentando dificuldades em manter as vias aéreas abertas. Em cerca de 30% dos casos, o paciente precisa ser ligado a respiradores artificiais (ventiladores mecânicos).

Infelizmente não há cura para a doença, mas a grande maioria das pessoas sobrevive e consegue se recuperar por completo. Algumas, entretanto, podem continuar apresentando fraquezas musculares durante um determinado tempo.

Vale destacar que as pessoas que melhor apresentam sinais de cura são as que eliminam os sintomas logo nas três primeiras semanas da SGB. Por isso a necessidade e a importância de procurar um médico imediatamente após a identificação dos sintomas.

Tratamentos

Os primeiros tratamentos devem começar ainda no hospital, no período em que o paciente estiver internado. Eles têm o objetivo de ajudar na recuperação, combater as complicações e diminuir os sintomas da doença.

O primeiro deles é a plasmaferese. Funciona como uma hemodiálise, que nesse caso filtra do sangue os anticorpos que estão atacando as bainhas. No processo, o sangue é retirado do corpo por uma máquina, filtrado e enviado novamente ao corpo do paciente.

O segundo é a injeção de altas doses intravenosas de imunoglobulina. São novos anticorpos que lutarão contra aqueles que estão destruindo as bainhas e causando inflamações.

A importância da fisioterapia para a recuperação

Além de necessária, a fisioterapia é uma grande aliada no tratamento da síndrome. É recomendada por pelo menos um ano após o diagnóstico, sendo que as primeiras sessões podem ser realizadas ainda no hospital.

O maior objetivo é a recuperação da mobilidade dos membros e da capacidade de circulação sanguínea, assim como a regularização dos movimentos respiratórios para os pacientes que tiveram o diafragma atingido.

É recomendado que o acompanhamento fisioterápico seja diário e que dure até que a pessoa recupere o máximo de suas capacidades de movimento nas articulações e da força muscular.

A síndrome de Guillain-Barré, por mais que atinja uma parcela pequena da população mundial, precisa ser conhecida e tratada com efetividade assim que diagnosticada. Por isso, esteja atento à saúde dos seus filhos e das pessoas que convivem com você. Também incentive que seus familiares comentem sempre que notarem comportamentos incomuns nas suas rotinas.

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