Plano de saúde para crianças: garantindo o bem estar infantil

Quem tem filho pequeno sabe dos sustos que muitas vezes passamos quando nossas crianças ficam doentes ou se machucam. Toda essa preocupação é válida, uma vez que os filhos são o que há de mais importante na vida dos pais.

Além disso, a meninada necessita de assistência médica com uma frequência bem maior do que os adultos, principalmente durante a faixa etária compreendida entre 0 e 10 anos. É nesse contexto que entra a importância de um plano de saúde, sendo que atualmente existem serviços voltados para o público infantil.

Quer saber mais sobre plano de saúde para crianças? Então acompanhe nosso post e garanta o bem-estar do seu pequeno.

Como funciona o plano de saúde para crianças?

A criançada pode usufruir dos benefícios de um plano de saúde desde antes do seu nascimento, nesse caso, durante o pré-natal. Nesse período, a mãe deverá realizar diversas consultas, exames e procedimentos médicos que serão essenciais para o nascimento saudável do bebê.

A partir dessa noção, o plano mais recomendado para o período de gestação é o hospitalar com obstetrícia em conjunto com o ambulatorial. A diferença entre essas coberturas é que o plano hospitalar com obstetrícia cobre a internação e o parto, enquanto o ambulatorial se encarrega da parte de exames e consultas.

Um importante ponto a ser observado é o prazo de carência, que é o período em que o cliente fica sem direito de utilizar o plano de saúde a partir da sua contratação. Esse tempo varia de acordo com os procedimentos a serem realizados.

Para casos de emergência, por exemplo, o período de carência que as operadoras exigem é de, no máximo, 24 horas. Para consultas, exames e procedimentos simples esse tempo se estende para 30 dias, podendo chegar a 3 meses. Já para cirurgias e parto, as carências são de 180 e 300 dias, respectivamente.

Com isso, é importante ter em mente que o melhor é contratar um plano de saúde quando se estiver planejando uma gravidez. Assim, haverá tempo para o cumprimento do prazo de carência, evitando que a gestante passe por transtornos desnecessários quando for utilizar o serviço contratado. O plano com obstetrícia deve continuar amparando o bebê quando do seu nascimento e até que ele complete 1 mês de vida.

Mas… e depois que o neném atingir 30 dias de nascido?

Quando isso acontecer, o plano obstétrico já não servirá para cuidar da saúde do bebê. Dessa forma, existem algumas opções de plano de saúde para crianças, sendo elas:

Adesão por inclusão

Também conhecido como plano familiar, essa é a maneira mais comum que os pais utilizam para que seu filho possa desfrutar dos benefícios de um plano de saúde. Isso torna-se possível quando a mãe ou o pai já possuem um plano, no qual poderão incluir o recém-nascido como dependente.

Porém, é importante que essa inclusão seja feita antes que o neném atinja 30 dias de vida, assim, caso os pais já tenham cumprido os prazos de carência, o bebê não precisa repetir todo esse processo.

Coparticipação

Nesse tipo de plano, o titular coloca alguém como participante, situação na qual o beneficiado paga somente metade do valor de qualquer procedimento médico e consultas que precisar utilizar.

Quando se fala em plano de saúde para crianças, a coparticipação não é uma boa ideia. Apesar de ser mais barato que o plano completo, ele pode sair bem caro no fim das contas. Deve-se a isso o fato das crianças precisarem ir ao médico com muito mais frequência do que os adultos, fazendo com que os pais gastem uma elevada quantia de dinheiro em exames e consultas, mesmo que seja pela metade do preço.

Plano que a própria criança seja titular

Esse é o tipo mais indicado, uma vez que os pequeninos possuem a saúde mais frágil. Nesse tipo de plano, constarão especificamente os atendimentos e profissionais que a criança precisa para cuidar da saúde. Existem convênios que são exclusivos para o público infantil e, por isso, podem oferecer o atendimento mais adequado à molecada.

Qual a importância de um plano de saúde para crianças?

Quem convive com crianças sabe muito bem: por diversas vezes, nos vemos naquela correria de levar nosso filho ao pronto socorro, seja porque se machucou mais seriamente durante alguma brincadeira, ou por conta daquele mal-estar ou febre que não passa.

Seja qual for o motivo, queremos que o atendimento de saúde disponibilizado as nossas crianças seja rápido e de qualidade, não é mesmo? O problema é que nem sempre podemos contar com um eficiente serviço quando não dispomos do amparo de um bom plano de saúde. E infelizmente sabemos que o sistema de saúde pública do nosso país deixa a desejar na maioria das vezes.

Portanto, o melhor é a adesão de um plano de saúde para crianças, assim não vai ser preciso lançar-se à própria sorte cada vez que uma assistência médica se fizer necessária. Quer mais razões para não restar dúvidas sobre a importância de um plano de saúde para crianças?

Poder contar com profissionais especialistas é mais uma delas. Como citado, dos 0 até os 10 anos de idade a criança precisa do acompanhamento de bons médicos pediatras para que possa crescer e se desenvolver com saúde.

Atendo-se a essa questão, percebe-se o quanto é fundamental que os pequeninos tenham seu próprio plano de saúde, voltado especificamente para suas necessidades. O convênio no qual a criança atue como dependente também pode ter suas vantagens, mas o risco de não encontrar um acompanhamento especializado no momento necessário é muito maior do que naquele que é voltado para o público infantil.

Você sabe o que deve ser levado em conta na hora de aderir um plano de saúde infantil? Não? Então confira essas dicas e ofereça o melhor para seu filho!

Como escolher um plano de saúde para crianças?

1. Verifique a abrangência geográfica do plano

Na hora de contratar um plano de saúde para crianças, é importante procurar saber se o serviço é de abrangência regional ou nacional. Isso faz bastante diferença caso os pais costumem levar seu filho para viajar com frequência, pois nessa situação, um plano com cobertura nacional é mais viável, mesmo que seu valor seja superior ao de abrangência regional.

Esta última opção, porém, torna-se a melhor escolha quando a criança viaja poucas vezes por ano. Se for essa a situação, talvez seja interessante que os pais contratem um seguro-saúde para cada vez que seu filho for viajar.

2. Conheça a rede de profissionais credenciados

Saber por qual tipo de profissionais nossos pequenos serão atendidos é uma das mais importantes observações que devemos fazer ao aderirmos um plano de saúde para crianças.

De nada adianta contratar um serviço no qual os atendimentos médicos prestados sejam oriundos de um profissional com má reputação. Portanto, é essencial pesquisar currículo e todas as formas possíveis de conhecermos o trabalho do pediatra que cuidará do nosso bem mais precioso.

3. Informe-se sobre a credibilidade da operadora

Ao fazer a adesão de um plano de saúde para crianças, devemos procurar saber se a operadora que desejamos contratar é uma empresa idônea. Infelizmente existem muitas que se preocupam apenas em lucrar, não se importando em oferecer um serviço de qualidade ao cliente.

Não é raro, em nosso meio, ouvirmos comentários de algum conhecido ou parente relatando os transtornos que passou ao precisar usar seu plano de saúde. Em todo caso, o site da Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS, está aí para nos auxiliar.

4. Saiba os serviços que você vai precisar

Um plano de saúde para crianças não pode ser cheio de restrições. Já sabemos que a meninada exige mais cuidados em relação à saúde, e por isso devem ser amparadas por um serviço que seja completo. Sendo assim, o plano contratado deve, preferencialmente, ser ambulatorial e hospitalar.

Muitas crianças, durante sua fase de desenvolvimento, necessitam se submeter a procedimentos cirúrgicos, que são justamente cobertos pelo plano hospitalar. Com mais frequência ainda utilizam o plano ambulatorial, que permite a realização de exames e consultas. É claro que ninguém deseja que seu filho tenha que enfrentar uma cirurgia, mas se vier a acontecer, devemos estar preparados para oferecer o melhor a eles.

5. Prefira um plano em que o atendimento seja próximo de casa

Ao levar a criança ao médico, principalmente em casos de emergência, muitos pais se veem no transtorno de ter que atravessar a cidade para chegar ao hospital mais próximo. Isso sem falar no trânsito a ser enfrentado, que nas grandes cidades torna-se caótico.

Para evitar esse tipo de problema, é importante que o hospital credenciado pelo plano de saúde seja próximo à residência do pequeno. O sucesso de muitos atendimentos depende da rapidez com que o paciente é transportado até o local que será atendido.

Além dessas importantes dicas descritas acima, também vale expor aqui algumas outras que se fazem bastante úteis, como a escolha correta do corretor. Para se contratar um plano de saúde para crianças, é muito importante sentir um mínimo de confiança no profissional que fará a venda do produto.

É preciso observar se o corretor de planos de saúde fala com segurança sobre o que está vendendo. Coberturas, prazos de carência, reajuste de preços, abrangência geográfica, rede credenciada, entres outros assuntos: tudo isso deve ser tratado pelo corretor quando da adesão, pelo cliente, ao plano de saúde. O profissional nunca deve induzir o contratante do plano a alguma decisão que possa, algum dia, vir a prejudicar o beneficiário.

Afinal, por que existem os prazos de carência?

O principal objetivo de um plano de saúde é a prevenção, sendo esse o motivo pelo qual as pessoas devem contratá-lo. Acontece que muitos cogitam essa possibilidade somente quando já estão doentes, ou seja, para remediar, podendo vir a abandonar o serviço depois de curadas.

Esse tipo de situação poderia causar prejuízos à operadora do plano. Para evitar que isso aconteça, as empresas têm o direito de estabelecer prazos de carência, que é o período no qual o cliente não terá direito de utilizar o convênio quando da sua contratação. Depois de cumprida a carência, o beneficiário passa a ter direito de utilizar o plano de saúde normalmente.

Caso o titular do plano tenha alguma doença, desenvolvida antes da adesão ao serviço, é importante que tenha uma reserva financeira para tratar seu problema enquanto cumpre os prazos de carência.

Como é feita a regulação das operadoras de planos de saúde?

Imagine a seguinte situação: você gostaria de contratar um plano de saúde para crianças, mas não existe nenhum órgão regulador das operadoras. Nesse caso, não teria como avaliar a eficiência do serviço prestado pelas empresas, o que faria com que o consumidor contratasse o plano meio que às escuras. E isso não seria nada legal, não é mesmo?

A boa notícia é que estamos bem longe de passar por esse tipo de situação, e isso porque existe a Agência Nacional de Saúde Suplementar ― ANS. Vinculada ao Ministério da Saúde, a ANS é a agência reguladora responsável pelas questões relacionadas a planos de saúde no nosso país.

Esse importante órgão estabelece condições e normas para que uma operadora de planos de saúde possa entrar em atuação e se manter nesse ramo. A regulação se dá a partir desses requisitos, em conjunto com o estabelecimento de legislações específicas do tema, permitindo que a ANS fiscalize, de forma eficaz, as operadoras.

Se você quiser se aprofundar mais nesse assunto, o conhecimento das leis que regem os planos de saúde no Brasil é extremamente importante. Por isso, aí vão algumas delas para que você fique bem informado:

  • Lei nº 10.185/01, que fala sobre a especialização das sociedades seguradoras nos planos de saúde;
  • Lei nº 9656/98, regulamenta os planos e serviços de saúde;
  • Lei nº 9961/00, essa é a lei que criou a Agência Nacional de Saúde Suplementar ― ANS;
  • Lei nº 3327/00, que aprova o Regulamento da ANS e discorre sobre outras providências.

Até que idade um plano de saúde é considerado infantil?

Um plano de saúde para crianças é considerado infantil do 0 até os 18 anos de idade. Isso porque até essa idade o plano não sofre alterações de preço por conta da faixa etária, exceto os reajustes anuais normais devido à inflação. A partir dos 19 anos, o preço do plano passa a ser reajustado de acordo com as faixas etárias, da seguinte forma:

  • 0 a 18 anos;
  • 19 a 23 anos;
  • 24 a 28 anos;
  • 29 a 33 anos;
  • 34 a 38 anos;
  • 39 a 43 anos;
  • 44 a 48 anos;
  • 49 a 53 anos;
  • 54 a 58 anos;
  • 59 anos ou mais.

Sabe-se que a diferença de preço entre algumas faixas de idade pode ser bem alta. Para evitar que haja cobranças abusivas por parte das operadoras, a ANS publicou a Resolução Normativa nº 63 em dezembro de 2003. A RN em questão dispõe que o preço fixado para a faixa de 59 anos ou mais seja no máximo seis vezes maior que o valor da primeira faixa etária, do 0 aos 18.

Quais procedimentos os planos de saúde devem cobrir?

Desde o dia 02 de janeiro de 1999 existe o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Trata-se de uma lista de consultas, tratamentos e exames que os planos de saúde são obrigados a oferecer ao beneficiário.

Esse rol foi estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar e todos os planos de saúde contratados a partir de 1999 devem atender a essas exigências. Alguns planos aderidos antes dessa época também se sujeitam à lista definida pela ANS.

Entre os serviços que devem ser oferecidos está o fornecimento de remédios necessários ao tratamento de câncer, sendo os mais comuns o de testículo, intestino, ovário, estômago, útero, rim, fígado e mama. No ano de 2016 houve o aumento da quantidade de consultas a que o paciente tem direito com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicoterapeutas e nutricionistas.

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde foi elaborado com o sentido de democratizar os acessos a tratamentos modernos e eficazes que são oferecidos pela medicina. Graças às exigências dessa lista, muitas pessoas com câncer têm um acesso mais facilitado aos tratamentos e medicamentos adequados.

Quais são os seus direitos?

Sabemos que todos as planos de saúde têm seus prazos de carência. Após o cumprimento desse período, o consumidor passará a ter direito aos serviços contratados. Quando um atendimento médico é solicitado, a operadora tem um prazo máximo para efetuá-lo e esse período varia de acordo com cada procedimento e consulta.

No caso do plano de saúde para crianças, que naturalmente é amparado por médicos pediatras, o prazo para a concretização de consultas dessa especialidade é de, no máximo, 7 dias.

Outro tipo de profissional, cujos serviços são muitas vezes necessários ao público infantil, é o fonoaudiólogo. Isso se explica porque, durante a fase de crescimento e desenvolvimento, muitas crianças apresentam dificuldades na fala, necessitando justamente da ajuda de um fonoaudiólogo.

Portanto, é importante sabermos que o prazo máximo para a consulta com o especialista é de 10 dias. Somente quando se trata de situações de urgência e emergência o atendimento deve ser imediato, sem o estabelecimento de prazos, para qualquer plano de saúde.

Algumas vezes pode acontecer de não haver nenhum profissional, da especialidade solicitada, na rede credenciada pelo plano de saúde. Tal situação não fere nossos direitos enquanto consumidores, mas é preciso que fiquemos atentos.

Como a operadora tem a obrigação de assegurar o atendimento, ela deverá indicar um profissional para atender o segurado, mesmo que isso aconteça fora da rede conveniada. O beneficiário não precisará pagar nenhum custo extra nessa situação, pois qualquer valor cobrado deverá ser custeado pela operadora.

A mesma regra vale para quando não houver o profissional adequado na cidade em que o segurado solicitar atendimento (observando a abrangência do seu plano). Assim sendo, a operadora terá que garantir o serviço em outra cidade, para onde deverá transportar seu cliente sem que este tenha que desembolsar qualquer valor além do que já paga pelo plano.

Lamentavelmente esse direito nem sempre é respeitado e muitas pessoas acabam tendo que custear, do próprio bolso, a viagem e a despesa médica. Se a operadora se negar a fazê-lo, após as devidas tentativas por parte do cliente, é importante que se faça uma denúncia junto à ANS a fim de que sejam tomadas as medidas necessárias.

Para isso, é imprescindível que se tenha anotados a data e o número do protocolo do atendimento solicitado junto à operadora do plano de saúde.

Mesmo com todas as alternativas de resolução apresentadas, ainda é possível que a operadora não consiga realizar o atendimento solicitado. Na ocasião em questão, o cliente teria que desembolsar o dinheiro necessário para a consulta e/ou para o seu transporte. E sendo assim, a seguradora tem um prazo de 30 dias para reembolsar o beneficiário. Em todo caso, é sempre necessário que tenhamos tudo documentado para fins de comprovação caso necessário.

É permitido cobrar taxas de adesão ao plano de saúde para crianças?

A resposta é categórica: não. As operadoras de planos de saúde não podem cobrar nenhum tipo de taxa ou entrada para que o cliente adquira ao serviço. Portanto, esteja alerta. Quando você for contratar um plano de saúde para crianças e a operadora exigir o pagamento de taxa de adesão, não se submeta a tal condição. A empresa pode cobrar somente as mensalidades do serviço adquirido, lembrando ainda que isso é válido para qualquer tipo de plano, seja infantil ou adulto.

Não é novidade para ninguém o caos que acomete a saúde pública no Brasil: falta de médicos, péssimo atendimento, escassez de materiais cirúrgicos. Quem tem filhos sabe que depender desse tipo de atendimento é, na maioria das vezes, uma experiência nada agradável, tanto para os pais, quanto para as crianças.

Queremos oferecer o melhor em todos os setores da vida do nosso pequenino, principalmente na saúde. Mesmo que o orçamento fique apertado e tenhamos que abrir mão de outros gastos, a adesão de um plano de saúde para crianças é a melhor maneira de garantirmos saúde e qualidade de vida a elas.

Ao proporcionarmos toda essa assistência aos nossos filhos durante a infância, contribuímos para que elas se tornem adultos fortes, saudáveis e conscientes da importância de cuidar, desde cedo, da própria saúde.

O que você achou do nosso post? Quer ficar ainda mais informado? Então continue conosco e entenda a importância de manter um plano de saúde familiar!

Plano de saúde para crianças: garantindo o bem estar infantil
5 (100%) 4

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *