Pré-natal: entenda o que é e quais os exames necessários

O período da gravidez é um momento mágico, de muita alegria e amor, mas também é uma fase preocupante que merece atenção e acompanhamento médico para prevenir complicações e doenças. Esse é o papel do pré-natal! Confira a seguir tudo sobre esse acompanhamento preventivo tão importante para promover a saúde da mãe e do bebê.

O que é o pré-natal?

O pré-natal é o acompanhamento médico que toda mulher grávida precisa fazer para prevenir, tratar ou minimizar problemas de saúde dela e do bebê durante a gestação. Nas consultas, o médico passa orientações gerais sobre as mudanças que o corpo enfrenta na gestação, como alterações hormonais, na pele, ganho de peso, dores na coluna, cuidados com o recém-nascido, a importância da amamentação, entre outras.

As consultas realizadas a partir do momento em que a mulher decide que quer ser mãe até 45 dias após o nascimento do bebê são consideradas consultas de pré-natal. Durante a gestação, geralmente é realizada uma consulta por mês até a 34ª semana de gestação e, posteriormente, o número aumenta, passando a ser a cada duas semanas, depois semanal ou até mesmo diária.

Quais exames são realizados no pré-natal?

Diversos exames são solicitados ao longo da gestão para acompanhar a saúde da mãe e do bebê. Confira alguns deles e suas finalidades:

Hemograma

Sempre solicitado pelo médico no início da gravidez, podendo ser realizado novamente nos outros trimestres. Tem como principal objetivo verificar se a mãe não está com anemia, se o sistema imunológico está bem e se não há qualquer tipo de infecção.  

Glicemia

Realizado para saber se a taxa de glicemia no sangue está normal, pois se estiver acima do esperado pode significar diabetes gestacional ou se tiver abaixo pode haver prejuízos para o feto. Esse exame é sempre solicitado junto com o primeiro check-up.

Sorologia para HIV e VDRL

É realizado para descobrir se há vírus que causa a AIDS e sífilis no sangue da mãe para, caso houver, o médico poder prescrever remédios que evitam que o bebê seja contaminado também.

Grupo Sanguíneo e fator RH

Exame muito importante feito para descobrir o tipo sanguíneo da mãe e ajudar em possíveis transfusões de sangue. Descobrir o fator RH também é imprescindível, pois se a mãe tiver o fator negativo e o bebê positivo há chances de haver eritroblastose fetal, isso é, a incompatibilidade sanguínea que pode levar à morte do feto.

Rubéola e Toxoplasmose

O exame mede os anticorpos contra os agentes dessas doenças, mostrando se a mãe teve contato com os causadores. A toxoplasmose pode deixar sequelas e má formação do feto, e a rubéola pode gerar cegueira, surdez e complicações neurológicas.

Sorologias para hepatite B e C e para citomegalovírus

Serve para descobrir se a mãe está com alguma dessas doenças, evitando que a criança seja contaminada pela hepatite B e C ou sofra deformações geradas pelo citomegalovírus.

Exame de urina

Tem como finalidade descobrir se a mulher está com algum tipo de infecção urinária. Se ela estiver, deve ser tratada para evitar que se espalhe para a bexiga, rins e o corpo todo, podendo até causar um parto prematuro.

Exame de fezes

Exame solicitado a todas as gestantes, logo no início da gravidez, para descobrir se ela apresenta alguma verminose que pode aumentar o quadro de anemia. Muitas verminoses podem ser tratadas durante a gestação, mas alguns remédios afetam o bebê, por isso é importante o acompanhamento médico.

Existem exames complementares?

Em alguns casos o médico pode solicitar exames extras para complementar o diagnóstico, por exemplo, se algum dos exames diagnosticarem alterações ou se a mulher sofrer de alguma doença ou condição clínica especial. São eles:

  • Amniocentese e biópsia de vilo coriônico: recomendado para gravidez de risco e suspeita de doenças genéticas;
  • Teste de tolerância oral a glicose: indicado para gestantes com suspeita de diabetes gestacional;
  • Teste de fibronectina fetal: quando há suspeita de rompimento prematuro da bolsa gestacional;
  • Ecocardiograma fetal: para examinar minuciosamente o coração do feto e diagnosticar doenças cardíacas;
  • Teste de Coombs: indicado para mães que apresentam Rh negativo e pai Rh positivo. Se houver incompatibilidade do sangue da mãe e do feto pode causar uma doença chamada eritroblastose fetal, em que o organismo da mulher cria anticorpos contra o Rh positivo do bebê. O exame detecta se há anticorpos no sangue materno para que, se houver, uma vacina seja indicada à mãe e evite complicações.

Qual a importância e periodicidade das ultrassonografias?

Elas são necessárias para acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê. São exigidas no mínimo quatro ultrassons, no começo do pré-natal, entre as semanas 11 e 14, entre as 20 e 24 e na 32ª semana. Além desses, o médico que acompanha a gestação pode solicitar outros ultrassons ao longo da gravidez.

O primeiro mostrará onde a gestação está ocorrendo, pois em alguns casos a fecundação pode estar se desenvolvendo fora do útero, se há mais de um feto e qual é a idade gestacional do bebê.

O segundo ultrassom morfológico avaliará a formação dos membros, coração, sistema nervoso e o organismo como um todo, e verificará se tudo está se desenvolvendo perfeitamente.

No terceiro será analisado novamente a formação morfológica do feto, os rins, pulmões, coração, sistema nervoso e demais órgãos e membros para conferir se o bebê está se desenvolvendo bem.

O último ultrassom é necessário para descobrir se o bebê está na posição correta para o parto, se será possível fazer parto normal, qual o período provável para o nascimento e se ele está bem.

É importante ter um plano de saúde durante a gravidez?

Para realizar o pré-natal de maneira segura, tranquila e econômica, não há nada melhor do que contar com um bom plano de saúde. Escolher um plano com bons médicos minimizará os gastos com consultas, exames, internação e com o parto.

Com a realização de todos os exames e ultrassons no pré-natal, a mãe garante a sua saúde e a do bebê, além de assegurar uma gestação e parto tranquilo.

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