Reeducação Alimentar X Dieta: entenda as 6 maiores diferenças

reeducacao alimentar

Na saga por se alimentar melhor ou por emagrecer, muitas pessoas acabam confundindo a dieta com a reeducação alimentar. Embora ambas estimulem um novo estilo de alimentação, elas têm conceitos bem diferentes. Para saber qual deles é mais adequado para você e trazer mais benefícios para o seu corpo, é bom entender a diferenciação e, então, escolher a melhor opção. Se você quer saber que diferenças são essas, continue conosco!

As peculiaridades da dieta e da reeducação alimentar

Segundo nutricionistas, a dieta é um regime prescrito a uma pessoa específica, considerando a quantidade de peso que ela quer perder. Normalmente, a dieta é acompanhada de algumas restrições, que pode ser total ou parcial de determinados alimentos ou até grupos alimentares. Existem também as dietas globais, que podem ser usadas por qualquer pessoa, mas, nesse caso, é bom ser um pouco mais precavido.

A reeducação alimentar, como o próprio nome leva a entender, é um processo para reaprender a comer. Ele ocorre através da aprendizagem, conscientização e mudança de hábito alimentar que acontece aos poucos. Nesse caso, a pessoa vai percebendo os erros que comete na hora de se alimentar e busca mudar para promover uma saúde melhor.

Uma boa reeducação alimentar não é focada apenas na perda de peso, mas também em manter o que foi conquistado e, como falamos, obter mais saúde. Até mesmo porque a alimentação é uma fonte de muitas riquezas e, se usada da forma correta, pode prevenir ou restabelecer a saúde com mais facilidade.

Para entender melhor como elas não são a mesma coisa, veja 6 diferenças que listamos para você ver como a dieta e a reeducação alimentar são diferentes.

Cardápio

O cardápio para quem adota alguma dessas duas medidas é bem diferente. No caso das dietas, é muito comum a pessoa cortar o consumo de determinados alimentos, como os doces e controlar outros aspectos, como os carboidratos e as gorduras. Pois bem, nada disso existe de forma tão rígida assim na reeducação alimentar.

O objetivo da reeducação alimentar é fazer com que a pessoa se alimente melhor e isso significa comer com equilíbrio, ainda que envolva todos os grupos alimentares.

Data para acabar

Outra medida muito diferente é a data para acabar. Normalmente, a dieta é formulada com data de início e de fim, acompanhando quais são os objetivos que o paciente tem. Sem contar que a maioria das dietas tem o emagrecimento como objetivo. A reeducação alimentar já é diferente, pois consiste em uma mudança que deve perdurar e se tornar parte do cotidiano.

É muito comum ver algumas pessoas que entram em uma dieta muito restritiva e conseguem perder muitos quilos em pouco tempo. Entretanto, muitas delas recuperam o peso perdido, pois algumas dietas são pobres em nutrientes e fazem com que o corpo perca massa muscular e retenha a gordura como medida de reserva corpórea, caso precise lutar contra a desnutrição.

Cada vez que isso acontece o corpo armazena um pouco mais de gordura nessa reserva e justamente por isso é tão comum ganhar de volta todo o peso que perdeu ao fim da dieta, algumas vezes até mais que tinha antes.

Resultados

Muitas pessoas que são adeptas à dieta, têm um objetivo específico a ser conquistado em determinado prazo. Seja a redução de peso, a diminuição da porcentagem de gordura ou a hipertrofia muscular, por exemplo. Logo, essas pessoas adequam a alimentação para que esses resultados sejam obtidos mais rapidamente.

Já a reeducação, como tem um objetivo mais duradouro, traz os resultados a curto, médio e longo prazo. É claro que também é possível emagrecer, controlar o peso e atingir os objetivos com esse método, mas a principal vantagem é a abundância de nutrientes no seu corpo, fazendo com que você esteja mais saudável e bem-disposto!

Impactos no corpo

Com um perfil restritivo da dieta, seu corpo pode sim sentir falta de determinado grupo alimentar. É muito comum dietas que cortam o consumo de doces por completo ou que reduzem o consumo de carboidrato ao mínimo possível, por exemplo. Por mais que traga bons resultados, é natural que essa medida gere impactos ao seu corpo.

Por outro lado, por ter um perfil um pouco mais equilibrado, a reeducação não traz cortes ou mudanças tão bruscas. É claro que elas também acontecem, principalmente, se a sua alimentação é descontrolada e sem muitos nutrientes, mas, ainda assim, os impactos são mais leves para o seu corpo.

Qualidade da alimentação

Muitos se preocupam com a quantidade que estão comendo, mas poucos param para pensar qual é a qualidade real da sua alimentação. A variedade no seu cardápio é muito importante para que seu organismo receba todos os nutrientes que precisa e isso envolve as proteínas, vitaminas, minerais, gorduras, carboidratos, etc.

O ideal é sim priorizar as melhores opções, como frutas, legumes, alimentos integrais, gorduras de boa qualidade – muito encontradas no azeite de oliva, castanhas e nozes, por exemplo, – e do consumo de líquidos como água, chá e sucos.

Essa é uma grande diferença, já que a reeducação alimentar prioriza uma alimentação focada justamente nesse aspecto: a qualidade.

Consciência alimentar

A pessoa que aprende a comer de verdade, aprende também a entender o que come e quais são os benefícios que isso traz para o corpo. Em um primeiro momento, isso pode ser só conhecimento, mas logo a alimentação começa a influenciar a disposição e a forma com que você encara sua rotina.

A reeducação alimentar tem a consciência como outro grande ganho, pois faz com que você tenha o consumo de alimentos que não são vistos como saudáveis, mas que devem ser ingeridos com um limite específico e controlado. Assim você entende que, na realidade, não existem alimentos bons ou ruins, mas o mais importante é o equilíbrio entre eles.

Como você pôde perceber, a reeducação alimentar pode funcionar como uma dieta e ainda ser mais saudável para você. No fundo, com os cuidados certos, as duas opções podem trazer os resultados que você deseja, então, é bom sempre optar pelo que é melhor para a sua realidade.

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