Saiba mais sobre o uso da pílula anticoncepcional

O uso da pílula anticoncepcional é hoje o método mais comum entre as mulheres para evitar a gravidez. A uso da pílula anticoncepcional é feito também para tratar de doenças como ovário micropolicístico ou problemas hormonais. E entre todos os métodos contraceptivos a pílula anticoncepcional é o mais seguro se tomada corretamente para evitar a gravidez e no tratamento de problemas hormonais.

Muitas mulheres ainda têm dúvidas quanto ao uso da pílula anticoncepcional. Em alguns casos a pílula pode causar reações adversas e trazer alguns sérios problemas à saúde da mulher. O recomendado é sempre consultar o ginecologista antes de iniciar o uso da pílula anticoncepcional. Somente o ginecologista pode indicar e receitar qual o melhor método e dar instruções de uso correto.

O uso da pílula anticoncepcional pode trazer alguns problemas a saúde da mulher. Existem casos não isolados e comprovados por médicos especialistas. Algumas mulheres com predisposição a problemas cardíacos podem desenvolver uma trombose ou até mesmo um A.V.C (acidente cardio vascular) isquêmico. Hoje é possível, antes de iniciar qualquer uso de pílula anticoncepcional, realizar exames específicos para que a mulher possa escolher outro método contraceptivo que não agrida tanto sua saúde.

Os anticoncepcionais mais recentes diferem dos antigos no tipo e na quantidade de hormônios utilizados. Em sua formulação, há a combinação de dois compostos: o estrogênio e a progesterona. Com isso, reduziu-se a dose hormonal e também o número de efeitos adversos. O que se revelou, no entanto, foi que os hormônios utilizados podem causar riscos em algumas mulheres. Segundo pesquisas divulgadas pelo Ministério da saúde, o perigo é maior nas pílulas que tenham composição com drospirenona, o desogestrel, o gestodeno e a ciproterona.

Para tratar desse tema separamos algumas dicas e dúvidas mais comuns sobre o uso da pílula anticoncepcional e, em quais casos as mulheres devem ter mais atenção ao iniciar o uso.

O uso da pílula anticoncepcional pode causar A.V.C?

As pílulas de anticoncepcional possuem o hormônio que interfere no sistema circulatório da mulher de diversas formas. O composto aumenta a dilatação dos vasos, a viscosidade do sangue e, consequentemente, a coagulação. Com essas alterações, é possível que sejam formados coágulos nas veias profundas, localizadas no interior dos músculos. Em geral, os coágulos se formam nas pernas, mas podem se alojar nos pulmões, formando um bloqueio potencialmente fatal, ou ainda se mover para o cérebro, provocando um acidente vascular cerebral (AVC).

Qualquer mulher que faz o uso da pílula anticoncepcional pode sofrer alguma reação grave?

Nem todas as mulheres que fazem uso da pílula anticoncepcional estão em risco. De acordo com pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Assim como qualquer medicamento, o uso da pílula anticoncepcional é seguro desde que ela seja bem indicada. Antes de prescrever o remédio, o ginecologista precisa analisar o histórico do paciente para ver se não existe alguma contraindicação. Mulheres que sofrem de enxaqueca, fumam e têm histórico de trombose na família, possuem um risco 20 vezes maior de ter um acidente vascular cerebral. Ou seja, no caso delas, nada de pílula moderna. Outros fatores também devem ser considerados: histórico de câncer de mama ou no fígado, presença de mutações genéticas que aumentam o risco de trombose, hipertensão e diabetes.

A anticoncepção tem a finalidade de impedir uma gravidez indesejada durante uma relação sexual. Por isso, a escolha do método contraceptivo deve ser individualizada e decidida pela paciente em consulta com um ginecologista. Os métodos contraceptivos hormonais ainda são os mais utilizados no Brasil e podem ser encontrados em diferentes apresentações: oral, injetável, adesivo e implante (que agem impedindo a ovulação) ou o dispositivo intrauterino (DIU), com ação hormonal local. Dessa forma a mulher que tem alguma tendência a desenvolver qualquer problema por conta do usos da pílula anticoncepcional tem outras opções para evitar uma gravidez e garantir a qualidade da sua saúde.

Conheça outros métodos contraceptivos.

  • Diafragma

O Diafragma é uma membrana de silicone com um anel flexível em uma das extremidades, deve ser inserido na vagina, tampando o colo do útero e impedindo a entrada dos espermatozoides. É indicado para mulheres que não querem ou não podem utilizar outros métodos contraceptivos . Tem eficácia limitada, com um índice de falha de 10%. Para ser eficaz, o anel precisa ser inserido de 15 a 30 minutos antes da relação sexual e retirado no máximo até 12 horas após o ato.

  • Dispositivo intrauterino de cobre (DIU)

O DIU é um método contraceptivo de barreira muito utilizado, de baixo custo e tem alta durabilidade. Capaz de permanecer no corpo entre 8 e 10 anos e precisa ser inserido e retirado do útero por um médico ginecologista. O DIU é revestido de cobre, que possui ação espermicida e evita a gravidez. É indicado para mulheres que não querem ou não podem utilizar hormônios. Deve ser usado somente por mulheres que têm pouco fluxo menstrual e cólica. Se bem posicionado, o DIU pode apresentar entre 1,5% e 2% de ineficácia. Para garantir o posicionamento correto do dispositivo, a mulher deve fazer acompanhamento regular com o ginecologista. Uma observação importante é que o DIU não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.. Também pode aumentar cólica, fluxo e duração do ciclo menstrual. O uso do DIU é indicado para mulheres com contraindicação para uso de hormônios e até mesmo para aquelas com propensão a desenvolver trombose. Além disso, pacientes com ciclo volumoso e longo, anêmicas ou com deficiência de ferro também são usuárias potenciais. O DIU tem alta eficácia com taxa de 99,8% de segurança. Ao contrário de outros métodos hormonais , o DIU de progesterona não é um método que impede a ovulação e, por isso, não interfere na libido. Entre os efeitos adversos, estão a possibilidade de ser expelido voluntariamente pelo organismo nos primeiros meses e diminuição significativa do fluxo menstrual. Há também possibilidade de aumento da oleosidade da pele e de acne.

  • Adesivo

O Adesivo hormonal pode ser colocado no braço, na região lombar ou pubiana. O método libera quantidades constantes de hormônio que impedem a ovulação. É indicado para mulheres que não se adaptaram a contraceptivos orais. Não deve ser usado por mulheres que frequentam a piscina ou praia de forma constante, pois o hábito é capaz de reduzir a cola do contraceptivo. O adesivo tem alta eficácia de 99,7%, porém pode aumentar o risco de trombose e a proteção pode ser comprometida se o dispositivo se descolar da pele.

  • Anel Vaginal

O anel vaginal ou anel de silicone é introduzido atrás do colo do útero no primeiro dia da menstruação e retirado após 21 dias. Não atrapalha a relação sexual e só sai se for retirado. Seu mecanismo de ação consiste na liberação constante de hormônios durante o período de uso. O anel vaginal é indicado para mulheres que esquecem a pílula com frequência ou que têm intolerância gástrica. Sua eficácia é alta com taxa de 99,9% de segurança. Porém, assim como o uso da pílula anticoncepcional o anel vaginal também aumenta o risco de trombose e de corrimento local.

  • Injetável

Os anticoncepcionais injetáveis consistem em injeções hormonais mensais (formulação combinada de progesterona e estrogênio) ou trimestrais (progesterona). É indicado para mulheres que se esquecem de tomar a pílula e ainda que busquem praticidade e discrição.

Alta eficácia com proteção de 99,7% nas injeções trimestrais e 99,9% nas mensais. É importante ressaltar que as injeções trimestrais, assim como as pílulas apresentam menor risco de trombose e cessam a menstruação. Por outro lado, levam ao aumento de peso (entre três e quatro quilos). Já as injeções mensais têm os mesmos riscos das pílulas combinadas, além de irregularidade no ciclo menstrual. O lado positivo é que não causam alteração no peso.

Qual a forma correta do uso da pílula anticoncepcional?

Existem algumas formas diferentes do uso da pílula anticoncepcional. A escolha do melhor método é feita pelo ginecologista de forma a se adaptar melhor ao histórico clínico e às atividades de vida de cada mulher. O mais importante é seguir as orientações do médico e da bula do remédio receitado.

O ciclo menstrual de quem faz uso da pílula anticoncepcional é de 28 dias. Na maioria dos casos, em cada ciclo, as mulheres tomam a pílula durante 21 dias seguidos e fazem uma pausa por 7 dias. Durante a pausa, como cessam-se os hormônios, a menstruação costuma descer. A pausa deve ser sempre de 7 dias, independente do tempo de duração da menstruação. Mesmo que a mulher ainda esteja menstruada, a pílula deve ser recomeçada invariavelmente no oitavo dia. Da mesma forma, se a menstruação for bem curta e já tiver desaparecido no terceiro dia, a pausa permanece de 7 dias. A maioria das pílulas anticoncepcionais vêm em caixas com 21 comprimidos, mas há marcas com 28 comprimidos, sendo os últimos 7 compostos apenas por açúcar ou qualquer outra substância inócua. As caixas com 28 comprimidos servem para que a mulher não tenha que todo mês ficar contanto 7 dias sem tomar a pílula. Deste modo, ela pode emendar uma caixa na outra sem maiores preocupações. Alguns anticoncepcionais têm um período de pausa diferente, cuja pausa é de apenas 4 dias. Neste caso, a mulher toma a pílula por 24 dias e pausa por 4 dias.

O uso da pílula anticoncepcional pode engordar?

Entre as várias dúvidas sobre o uso da pílula anticoncepcional essa é uma das mais frequentes. Entre várias pesquisas já realizadas não há comprovação de que a o uso da pílula anticoncepcional engorda. Em alguns casos O que os estudos mostram é que as mulheres podem engordar ou emagrecer por diversos fatores. Ao longo de 6 a 12 meses é muito comum haver variações no peso das pacientes, estejam elas tomando ou não contraceptivos hormonais. O problema é que quando essas variações ocorrem em quem está tomando a pílula, o medicamento acaba recebendo a culpa injustamente. Em alguns casos o que ocorre é uma retenção de líquido de acordo com o corpo de cada mulher, por esse motivo o mito de que o uso da pílula anticoncepcional pode engordar se tornou maior. O indicado é que a mulher observe as reações que pode ter com o uso da pílula anticoncepcional e consulte o ginecologista caso precise fazer a troca de contraceptivo ou para outra pílula. A troca de remédio nunca pode ser feita por conta própria, pois pode gerar um risco para a saúde do ciclo menstrual da mulher e até uma gravidez indesejada.

É possível engravidar fazendo uso da pílula anticoncepcional?

Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz quando se trata de gravidez. O uso regular e correto da pílula anticoncepcional diminui o risco de gravidez e funciona com eficácia. A mulher deve estar atenta com o horário e forma do uso da pílula anticoncepcional. Além disso, alguns fatores podem contribuir para alterar a eficácia da pílula, elevando o risco de uma gravidez.

Entre alguns desses riscos do mal uso da pilula anticoncepcional estão:

  • O uso de antibióticos;
  • Deixar de ingerir a pílula na periodicidade correta;
  • Apresentar quadro de diarreia ou vômito após ter ingerido a pílula;
  • Trocá-la por outro método contraceptivo e não usar preservativo nas primeiras semanas;

O uso contínuo, diário e no mesmo horário é essencial, afinal o organismo tem de receber a dose diária do hormônio de maneira correta para que sua eficácia esteja mais garantida. São essas doses hormonais que irão prevenir a gravidez, pois elas atuam inibindo a ovulação e, com isso, evitando a fecundação. Caso ocorra esquecimento de mais de 12 horas, é importante atentar-se que a proteção contraceptiva estará reduzida neste ciclo. Ao se aproximar do final da cartela, o risco de falha do método contraceptivo fica cada vez maior.

Já alguns antibióticos podem cortar o efeito da pílula anticoncepcional, por isso é importante conversar com o médico para esclarecer sobre tais reações. Antialérgicos também podem interferir na proteção contraceptiva oferecida pelas pílulas. Outra questão refere-se aos episódios de vômitos ou diarreia que também podem interromper a eficácia da pílula. Em um quadro de diarreia, o intestino deixa de absorver determinados nutrientes, incluindo, os hormônios compostos na pílula, aumentando a ineficácia do medicamento. E o mesmo ocorre se houver vômito, pois o estômago não consegue absorver as substâncias que ajudam a impedir a concepção de um bebê. Nessas duas situações, é preciso tomar a pílula novamente.

Caso alguma ocorrência tenha sido suficiente para interferir na eficácia do medicamento e a paciente esteja grávida, o fato de estar ingerindo a pílula não é motivo para alarde. Embora a pílula provoque uma alteração hormonal necessária para que organismo interrompe a ovulação, as pílulas não contêm carga elevada de hormônios que possam prejudicar a gestação. A baixa quantidade de hormônio presente na pílula não deve fazer mal ao feto em desenvolvimento, afinal em poucos dias eles serão substituídos pelos hormônios da gravidez.

É importante ressaltar que a pílula anticoncepcional deve ser ingerida sob a prescrição médica. Atualmente, existem opções com baixa dosagem de estrogênio que também são bem eficazes, desde que sejam administradas corretamente. A eficácia contraceptiva não depende da dose de estrogênio, e sim da progesterona contido na pílula. A pílula, não é indicada apenas para prevenir uma gravidez indesejada, mas pode ajudar a regular o ciclo menstrual, diminuir o fluxo e a ocorrência de cólicas e até proteger contra alguns tipos de cânceres como ovário e endométrio.

O uso da pílula anticoncepcional é usado para tratar doenças?

O uso da pílula anticoncepcional é também recomendado para tratar doenças hormonais, e em diversos casos como na diminuição do fluxo menstrual, das cólicas menstruais, dos sintomas da endometriose ou na terapia de reposição hormonal na fase da pré e pós-menopausa. Normalmente, eles são utilizados em tratamento clínico como primeira escolha se há falha no tratamento medicamentoso não hormonal ou quando uma cirurgia pode ser evitada ou adiada. Em função de haver doenças ginecológicas que dependem dessa ação hormonal para ocorrerem, o uso da pílula anticoncepcional e demais apresentações anticoncepcionais controla o mecanismo de evolução dessas patologias e seus sintomas. Nesses casos os métodos além da pílula podem ser encontradas na forma de injeções, adesivos, anéis vaginais e implantes.

Os motivos são muitos para que um ginecologista sugira anticoncepcionais como complementares no tratamento de problemas ginecológicos importantes. Por exemplo, eles podem ser utilizados no controle de sangramentos de causa indeterminada, em que foram excluídos fatores hormonais. Assim como podem ser usados por mulheres que possuem um fluxo anormal. O uso da pílula anticoncepcional pode ser usado tanto para o mioma quanto para a endometriose. O médico sugere o tratamento com anticoncepcionais com o objetivo de fazer o controle do ciclo menstrual. As pílulas devem ser adaptadas ao perfil de cada mulher e sua rotina, proporcionando, assim, benefícios à saúde de um modo integral. Além disso o uso da pílula anticoncepcional é também indicado para mulheres que  apresentam síndrome dos ovários policísticos, cistos nos ovários e endométrio.

Os ginecologistas também alertam que o uso da pílula anticoncepcional está em segundo plano, pois existem muitas outras condutas ao longo dos tratamentos que merecem associadas com os anticoncepcionais. É o caso das atividades físicas e a alimentação balanceada. Uma mulher que tem uma vida saudável vai se beneficiar ainda mais. É que a liberação de endorfinas na prática de exercícios favorece a melhora mais rápida da endometriose por exemplo.

O uso da pílula anticoncepcional a longo prazo apresenta efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, dores de cabeça e nos seios, sintomas gástricos, retenção hídrica (inchaços), sangramentos irregulares e alterações de humor. Entretanto, esses incômodos tendem a desaparecer após três meses de tratamento. Vale ressaltar que, atualmente, existem formulações hormonais mais apropriadas para uso na fase da menopausa, mais específicas do que as formulações sem pílulas anticoncepcionais. É necessária uma avaliação geral individualizada antes de se iniciar um tratamento hormonal. E os profissionais mais indicados são os ginecologistas e obstetras.

Após todas essas dicas você pode perceber o quanto é importante o acompanhamento com o ginecologista. A mulher que faz o uso da pílula anticoncepcional contínuo e não apresenta nenhum sintoma ou casos anormais de reações também precisa garantir consultas semestrais ou anuais e realizar exames de prevenção que verificam como está sua saúde íntima e se ela precisa de maiores cuidados. Conheça nossa rede exclusiva de atendimento para mulher e para gestantes e cuide melhor da saúde contando com os melhores profissionais.

Saiba mais sobre o uso da pílula anticoncepcional
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  2 comments for “Saiba mais sobre o uso da pílula anticoncepcional

  1. Marcia
    31/07/2017 at 13:55

    Bom dia! Gostaria de saber se posso emendar o anticoncepcional injetável? Tomar sem pausa? Tem algum risco? Fiz algumas buscas, achei a bula do Cyclofemina (http://cyclofemina.com.br) mas não achei nada relativo a esse assunto. Vocês podem me ajudar? Obrigada!

    • mikaely Monte
      31/07/2017 at 20:25

      Ola, boa tarde.
      Esse tipo de informação SOMENTE pode ser dado por um profissional indicado, no caso um Ginecologista.

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