Saúde da gestante: quando marcar cada consulta?

Para muitas mulheres, a chegada da maternidade é a realização de um sonho. Mas, passada a emoção da descoberta da gravidez, chega a hora de se preocupar com o pré-natal, afinal, a saúde da gestante precisa ser acompanhada de perto pelo médico.

Por isso, é importante ficar por dentro dos procedimentos clínicos e exames que ela tem que se submeter para que o bebê chegue com saúde. Vai ajudar muito saber quando marcar as consultas e quais os objetivos de cada uma delas.

E aí, curiosa para saber o que é o pré-natal e o que esperar dele? Então, leia este post!

O que é o pré-natal?

É o acompanhamento médico obstétrico que oferece, à futura mãe, as informações e orientações gerais sobre a gravidez, como, por exemplo: controle do peso, desconfortos e mudanças hormonais, alterações na pele, amamentação e, claro, primeiros cuidados com o recém-nascido.

Quando possível, deve ser iniciado antes mesmo da concepção ou assim que a gravidez for confirmada. Ele vai avaliar o histórico de saúde da mulher, sendo possível prever complicações e fazer diagnósticos precoces, como de doenças congênitas e malformações.

É importante passar pelo processo do pré-natal, além de todo esse cuidado ser uma bela prova de amor das mães por seus filhos.

Quantas consultas ocorrerão na gestação?

O Ministério da Saúde, por meio do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), recomenda que sejam feitas, no mínimo, seis consultas ao longo da gestação. De um modo geral, será uma consulta a cada quatro semanas, sendo que, nos últimos três meses, essa frequência poderá aumentar.

Os encontros com o médico devem ser distribuídos assim: um no primeiro trimestre, dois no segundo e três no terceiro. Inclusive, é no último período que são investigados riscos de parto prematuro, pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

O que vai acontecer nessas consultas?

Além de monitorar a saúde da mãe e do bebê, serão feitos exames, ultrassons e outros procedimentos que o ginecologista julgar necessários. Para que você tenha uma noção geral das consultas, veja abaixo os principais objetivos de cada uma.

Primeira consulta (Antes das 11 semanas)

Tão logo a mulher descubra que está grávida, deve marcar o primeiro encontro médico. A consulta inicial é a mais longa. É quando o ginecologista analisa o histórico clínico da gestante, a ocorrência de doenças e cirurgias anteriores, a alimentação, os hábitos de vida…

Será feito um balaço geral sobre o estado de saúde da grávida (peso, ritmo cardíaco, pressão arterial, dentre outras coisas). É importante que a paciente se informe sobre a propensão de desenvolver problemas clínicos, como hipertensão e diabetes, principalmente se houver histórico familiar dessas doenças.

Outras informações, como previsão de nascimento, amamentação, cuidados com o recém-nascido, identificação de grupo sanguíneo e alimentação saudável, também farão parte dessa primeira consulta.

Além disso, a futura mamãe vai conhecer e aprender a preencher o seu Boletim de Saúde da Grávida (BSG), que é um livreto onde são registradas as informações referentes à gestação.

O médico fará o exame ginecológico de citopatologia (Papanicolau) e solicitará a ecografia e os primeiros exames de rotina (sangue e urina), que devem ser feitos o mais rápido possível.

Segunda consulta (11 – 13 semanas)

Chegou o segundo encontro de pré-natal. Nesse momento, a gestante fará a ecografia do primeiro trimestre, e será possível ver o bebê pela primeira vez. Esse exame tem como principais objetivos:

  • estudar a morfologia do feto;
  • confirmar a data prevista do parto (DPP);
  • medir o comprimento craniocaudal;
  • medir a espessura da prega da nuca para despiste de Síndrome de Down.

Ao longo da gestação, serão pelo menos três ecografias. Em seguida, será feito o exame de urina para descartar a presença de proteínas, associada a eclâmpsia, infecções urinárias e presença de açúcar, o que pode ser sinal de diabetes gestacional.

Terceira consulta (20 – 22 semanas)

A gestante passará por outra ecografia morfológica, cujo objetivo será fazer um estudo anatômico detalhado do feto. Além disso, será possível conhecer o sexo do bebê, um momento muito esperado pelos pais.

Caso a mãe possua grupo sanguíneo Rh negativo, o médico vai pedir que ela faça o teste de Coombs Indireto. Se o resultado der negativo, será necessário aplicar uma injeção Imunoglobulina anti-D, que são anticorpos para o fator Rh. Mas atenção: ela só será ministrada na 28ª semana.

Assim como no atendimento anterior, será prescrito outro exame de urina.

Quarta consulta (24 semanas)

Chegou o segundo trimestre, e o objetivo, além de analisar o quadro geral da mãe e do bebê, é a realização de alguns exames. São eles:

  • hemograma;
  • exames de urina;
  • teste do Coombs Indireto (TCI);
  • teste de Rubéola e Toxoplasmose novo;
  • prova de tolerância à glicose oral (PTGO).

Quinta consulta (28 – 32 semanas)

Será realizada a terceira ecografia da gravidez, além das observações de rotina e da avaliação do risco de parto prematuro.

A ecografia do terceiro trimestre tem como objetivo:

  • medir o nível de líquido amniótico;
  • estudar a anatomia do feto;
  • identificar a localização da placenta;
  • avalizar o crescimento do bebê e a sua vitalidade.

Assim como nos outros encontros, será feito um novo exame de urina. Por volta da 35ª e 37ª semanas, será feita uma uma coleta do exsudado vaginal e retal para análise e cultura (rastreio por colonização por Streptococcus β-hemolítico do grupo B).

Também serão solicitados:

  • hemograma com plaquetas;
  • teste de Toxoplasmose e Hepatite B;
  • sífilis;
  • AgHBs;
  • VIH;
  • provas da coagulação.

É importante também que o ginecologista verifique alguns sinais de alerta, como: contrações uterinas, perda de sangue, diminuição dos movimentos fetais e rotura de membranas.

Sexta consulta (40 semanas)

Chegou a última conversa com o médico e, nesse encontro, é fundamental que ele tire as principais dúvidas dos pais sobre o parto. É importante que eles saibam sobre os sinais e as fases do trabalho de parto, as contrações e, claro, sobre a amamentação.

Também será feita uma avaliação médica da placenta que, com o tempo, começa a envelhecer e se tornar menos eficiente.

Com a proximidade do parto, é avaliada também a posição do bebê, além de se verificar se existe dilatação suficiente do colo do útero.

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