Zika Ví­rus em crianças: Como proceder em caso de contaminação?

Muitos pais andam preocupados com o Zika Vírus em crianças. Esse vírus também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, da mesma forma que a Dengue e a Chikungunya. O nome “Zika” vem da floresta africana na qual ele foi identificado pela primeira vez em 1947, na República de Uganda.

Os sinais e sintomas que mais comumente aparecem nessa doença são manchas pelo corpo, febre, conjuntivite, coceira e dores nas articulações. Após a picada, a Zika pode levar cerca de 12 dias para começar a se manifestar, e mesmo em crianças a patologia costuma desaparecer em alguns dias mesmo sem tratamento.

Zika Vírus e Microcefalia

Existe um temor muito grande que relaciona o Zika Vírus com bebês durante a gestação. Quando a mãe já contraiu a doença ou é picada pelo mosquito durante a gravidez, o risco de a criança nascer com microcefalia, ou seja, com o diâmetro da cabeça menor que o padrão, é grande. A recomendação médica nas regiões onde o índice da doença é elevado (Nordeste, por exemplo) é de que as mulheres não engravidem.

Ainda não se sabe ao certo se a microcefalia está diretamente relacionado com o vírus. O que leva a esse entendimento é o fato de haver a presença do Zika Vírus em alguns recém-nascidos. Pelo sim e pelo não, o melhor mesmo é fazer de tudo para que a transmissão seja evitada, principalmente combatendo o mosquito com a eliminação dos locais de foco.

Zika Vírus em crianças e Síndrome de Guillain-Barré

Em outros casos mais raros e pouco vistos aqui no Brasil, o Zika Vírus também parece estar diretamente relacionado com uma síndrome neurológica conhecida como Guillain-Barré.

O vírus destrói a bainha de mielina, substância que cobre parte dos nervos proporcionando maior rapidez na transmissão dos impulsos nervosos. Isso pode causar problemas como dificuldade de locomoção, já que ocorre fraqueza muscular generalizada, parestesia (sensação de formigamento), tanto em membros inferiores quanto nos membros superiores, e falta de ar.

Como as crianças podem contrair a doença?

Tanto os bebês quanto as crianças contraem o vírus da mesma forma que os adultos: por meio da picada do mosquito. A doença pode causar uma série de incômodos nas crianças da mesma forma que ocorre nos mais velhos. Os medicamentos prescritos pelos médicos servem para minimizar os sintomas até que a doença vá embora de vez.

Quais são os sinais e sintomas?

As manchas avermelhadas pelo corpo são comuns de aparecerem e podem durar de 2 a 7 dias, além da conjuntivite e febre – comumente baixa, ao contrário da dengue. Dores nas articulações podem parecer coisa de gente grande, mas as crianças também as sentem quando contraem a doença, porém é um sintoma menos comum nessa faixa etária. Outro sinal que pouco aparece em crianças é o inchaço nas articulações.

Qual é o tratamento mais adequado?

A primeira coisa a ser feita é levar a criança ao médico para que sejam feitos os exames e a avaliação adequada, assim o profissional conseguirá fazer o diagnóstico correto. Os sintomas encontrados na Zika são muito parecidos com os de outras doenças, como a rubéola e o citomegalovírus, portanto é necessário saber o que a criança tem de fato antes de tomar qualquer atitude ou iniciar qualquer tipo de tratamento.

As crianças devem ter bastante repouso e também beber muito líquido para manter uma hidratação adequada. Para as mães que estão amamentando, esse hábito não deve parar neste momento.

Como já foi dito, os medicamentos são usados para amenizar os sinais e sintomas da doença, já que não existe um remédio ou vacina que combata o vírus diretamente. Veja o que pode ser feito na criança para que o incômodo diminua:

Coceira

A Zika provoca muita coceira e para a criança pode ser muito irritante. Uma boa tática para reduzir esse desconforto é dar banho nela com amido de milho ou com aveia. Também é recomendado o uso de pasta d’água. Outro ponto muito importante é deixar as unhas das crianças bem curtas para que, ao se coçarem, elas não acabam se cortando ou ferindo.

Febre

Os antitérmicos devem entrar em ação nesse momento, porém tenha o cuidado para não usar nenhum medicamento que contenha o ácido acetilsalicílico, componente que também é contraindicado para tratar os casos de Chikungunya e Dengue.

Formas de prevenção

A forma mais eficaz de prevenção da patologia é o combate ao mosquito transmissor, eliminando todos os focos pelos quais ele tende a se proliferar. É preciso acabar com os locais onde há água parada, como pratos dos vasos de planta, pneus, garrafas, caixas d’água abertas e outros espaços onde isso pode acontecer. Listamos abaixo outras maneiras de ajudar na prevenção da doença nas crianças:

Instalar telas nas janelas e portas das casas é uma ótima tática de evitar que o mosquito entre;

Usar repelentes é muito importante, não apenas na hora de sair, mas também dentro de casa. Tome o devido cuidado de perguntar ao médico qual é o repelente mais adequado para os pequenos, pois eles podem ser alérgicos a alguma substância presente na fórmula. Nunca passe nenhum desses produtos em bebês com menos de 6 meses de idade;

Utilizar mosqueteiro na hora de dormir também é uma boa forma de evitar que o mosquito chegue até a criança;

O mistério ao redor da Zika

Como esta doença foi diagnosticada pela primeira vez no Brasil em 2015, ela ainda é muito jovem e muitos estudos devem ser realizados para saber de fato quais as reais consequências que o vírus pode causar.

Os médicos e especialistas acreditam que quem contrai o Zika Vírus uma única vez fica imunizado pelo resto da vida contra a doença. Porém, ainda assim a pessoa pode contrair outras patologias transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, então prevenção é fundamental.

Não se sabe ao certo se há outras formas de transmissão além da picada do mosquito como, por exemplo, através de relação sexual, doação de sangue, contato com saliva, leite materno, dentre outros. Portanto é necessário tomar todos os cuidados necessários quando o assunto é Zika Vírus em crianças.

Quer saber como proteger mais o seu filho? Descubra quais são as 6 viroses mais comuns em crianças e saiba como evitá-las!

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